Friday, August 09, 2013

Ainda não há fumo a sair da chaminé amarela

Ainda não saiu fumo desta chaminé, com o tempo a começar a ficar curto para se concretizar a chegada do FUNCHAL a Gotemburgo a tempo para o primeiro dos três cruzeiros suecos.
Uma vez que no passado dia 25 de Julho o cruzeiro inaugural de Lisboa a Gotemburgo (6 a 15 de Agosto) foi cancelado por razões técnicas e económicas, quando sair de Lisboa o navio vai directamente para Gotemburgo, sem passageiros, em viagem posicional, à semelhança do que acontecia nos tempos da CTM e da Classic International Cruises. Em termos operacionais esta é também a solução mais económica, poupando-se dias de navegação e despesas portuárias acrescidas.
 Libertaram-se assim mais uns dias para acabar os trabalhos de reparação e reconversão do FUNCHAL, mas se até ao dia 11 de Agosto não se verificar a largada do navio, o primeiro cruzeiro sueco fica comprometido.
O volume enorme dos trabalhos efectuados num período de tempo curto e o alargamento de intervenções técnicas em quantidade superior ao que estava previsto no planeamento inicial estão a causar as dificuldades actuais. Nada de anormal numa reparação deste tipo, em que há sempre imprevistos, mas o resultado do atraso será tanto mais inconveniente para o navio e o armador quanto toda a gente segue com interesse o desejado arranque da Portuscale Cruises, tanto em Portugal como no estrangeiro.
Em 1988 quando da modernização do VASCO DA GAMA, aconteceu o mesmo, com o navio a ter de cancelar a primeira série de cruzeiros para o operador alemão Neckermann programados para terem início em Setembro desse ano. O VASCO DA GAMA só saiu do estaleiro Nafsi no final de Novembro largando de Bremerhaven em Dezembro de 1988 no cruzeiro de fim de ano a Lisboa e ao Funchal. Com tão pouca sorte que foi o mais tempestuosos fim de ano madeirense das últimas décadas, à semelhança do de 1968, pelo que o VASCO DA GAMA passou o dia 31 de Dezembro de 1988 a navegar na costa norte da Madeira e só durante a noite se aventurou a pairar na baía do Funchal para observação do fogo de artifício. O armador de então ficou vacinado com o fim de ano madeirense e passaram muitos anos até os seus navios voltarem à Madeira no dia 31 de Dezembro.
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