Wednesday, March 18, 2026

Paquete INFANTE DOM HENRIQUE























Pormenor do paquete INFANTE DOM HENRIQUE, navio-almirante da Companhia Colonial de Navegação, atracado ao cais privativo da CCN, à Rocha do Conde de Óbidos, em 1967, em vésperas de mais uma largada para África. A viagem redonda, de Lisboa a Lisboa, prolongava-se por 45 dias, com escalas no Funchal, Luanda, Lobito, Cape Town, Lourenço Marques e Beira, regressando ao Tejo pelos mesmos portos.
A silhueta moderna e imponente do INFANTE DOM HENRIQUE era uma verdadeira lufada de ar fresco num panorama de cinzentismo nacional. Foi um grande navio, o maior da CCN em 52 anos de existência desta empresa.
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ALERTA na "Doca de Santos"


























As grandes obras de construção do Porto de Lisboa no final do século XIX nunca foram concluídas segundo o planeamento original. A par da Doca de Alcântara, estava prevista a construção da Doca de Santos, que fechava o cais do mesmo nome, a partir do Cais do Sodré, com uma muralha que se prolongava para ocidente, até junto à Ponta da Rocha. 
A porção de cais, das escadinhas da sanidade até à Ponta da Rocha resultou do prolongamento do cais de Alcântara-Rocha, na década de 1930, ampliando o espaço de proteção ao estaleiro da AGPL, tendo-se então chamado doca oeste de Santos a esse espaço. Foi aí que, há dias, fotografei o pequeno rebocador ALERTA, hoje utilizado em serviço de lancha, que data de 1913, e foi de início um vapor, entretanto reconstruído duas vezes.
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Wednesday, March 11, 2026

VASCO DA GAMA e MAXIM GORKIY em Lisboa a 27 de dezembro de 1988














A minha vida de estudioso dos navios e da navegação comercial portuguesa, iniciada muito cedo, ganhou rumo a partir de 1970, quando, aos 13 anos, comecei a fotografar navios e o ambiente marítimo dos cais e docas de Lisboa, ainda que só tenha conseguido uma boa câmara fotográfica a partir de fevereiro de 1975. 
Seguiram-se centenas de artigos em revistas, o primeiro dos quais publicado em 1977, em Inglaterra, a minha ligação à Revista de Marinha, a partir de 1980, e a publicação de livros, desde 1988.
De entre muitos milhares de fotografias de navios, fiz um conjunto, a 27 de dezembro de 1988, de que gosto especialmente, registando a escala no Tejo do paquete VASCO DA GAMA, no primeiro cruzeiro ao serviço do operador turístico alemão Neckermann. 
Foi um cruzeiro de Ano Novo com largada de Bremerhaven e passagem da noite de 31 de dezembro na Madeira, que incluiu a passagem por Lisboa, coincidindo a atracação ao cais da Rocha com a presença do paquete soviético MAKSIM GORKIY, então no começo da sua operação pela Phoenix Reisen, e que o VASCO DA GAMA substituiu na programação da Neckermann. A propósito, o Fim de Ano no Funchal em 1988 foi tempestuoso e o VASCO DA GAMA abrigou-se na costa norte da ilha.
A 27 de dezembro, a minha atenção foi toda para o VASCO DA GAMA, que procurei fotografar a partir de vários locais, e que me encheu a alma, pois o navio era o nosso IFANTE DOM HENRIQUE de 1961, renascido, qual D. Sebastião, pela iniciativa ilustre do grande amigo dos paquetes portugueses que foi George Petros Potamianos. 
A fotografia que hoje mostro foi feita da margem sul, enquadrando os dois paquetes, que enchiam o cais da Rocha, como era habitual vinte anos antes. A luz de inverno estava muito bonita e passados todos estes anos, é uma delícia contemplar todos os pormenores, como, por exemplo, a silhueta do Palácio da Ajuda junto à chaminé do MAKSIM GORKIY, ou a profusão de aparelhos de carga do Porto de Lisboa, com quatro guindastes Mague que se insinuam por entre os perfis dos navios, e duas cábreas, tudo entretanto desaparecido, levado pela tragédia da Desmaritimização, que entretanto foi devorando os encantos portuários da minha infância. Outro pormenor assinalável é a presença dos batelões da água no costado do VASCO DA GAMA. A qualidade da água do Talaminho, com que se abasteciam os navios, era um dos muitos atrativos do Porto de Lisboa no século XX. 
O VASCO DA GAMA nasceu como INFANTE DOM HENRIQUE (da Companhia Colonial) e navegou de 1961 a 1976 com as cores da Colonial e da CTM. Depois foi exilado para Sines, de 1977 a 1986, de onde foi resgatado por Potamianos e reconstruído. Voltou a navegar em 1988 como navio de cruzeiros, tendo passado a chamar-se SEAWIND CROWN em 1995 e BARCELONA em 2003. Acabou os dias na China em 2004.
The cruise ships VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE and MAKSIM GORKIY ex-HAMBURG, berthed in Lisbon on 27th December 1988, on their Christmas cruises, alongside the old.
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Monday, March 09, 2026

Carreiras das Ilhas


Três navios porta-contentores de três armadores portugueses que asseguram carreiras marítimas entre o Continente e as Ilhas: o MONTE BRASIL, da Transinsular, o REBECCA S, da GS Lines e o CORVO, da Mutualista Açoreana. 
Fotografia tirada a 1 de março de 2026, junto ao terminal de contentores de Santa Apolónia, que funciona como terminal das Ilhas. Ainda me lembro da praia que existia neste local, entalada entre os cais de Santa Apolónia e de Xabregas, bem como das obras de construção da primeira fase do terminal de contentores, por volta de 1970.
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Sunday, March 08, 2026

Os livros LMC - RMS QUEEN ELIZABETH of 1969

A observação dos navios, quando das minhas mais remotas viagens marítimas ou em deambulações portuárias, foi desde cedo apoiada e complementada por livros, e pela vontade de um dia, quando fosse grande, fazer os meus próprios livros. 















O primeiro surgiu em 1988 e espero continuar a fazer muitos mais, com a necessária adaptação à realidade actual do mercado livreiro, nada favorável a autores e editores vocacionados para temas especializados.














O paquete inglês QUEEN ELIZABETH 2 teve um papel especial na minha vida. Ainda miúdo, acompanhei a construção e não perdi a primeira escala no Tejo, em Abril de 1969, nem as muitas outras que se seguiram até 2008. Tive oportunidade de viajar a bordo mais de uma vez  e de fazer um livro que se pode dizer ser o meu «best seller», com duas edições. 














Um livro feito em parceria com o meu Amigo Bill Miller, produzido e editado em Lisboa e entretanto com exemplares espalhados por todo o mundo. Terceiro título da colecção LINER BOOKS. Os textos são em inglês, mas muito acessíveis, e as fotografias falam por si. Informações mais detalhadas e sobre como adquirir exemplares aqui.
























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Saturday, March 07, 2026

Algumas páginas do livro MARINHA MERCANTE PORTUGUESA





Algumas das páginas do meu livro MARINHA MERCANTE PORTUGUESA, em que apresento histórias da nossa Marinha de Comércio e dos nossos navios desde 1820. 
Se gostam, sugiro a "coleção completa" das páginas, mais uma bela capa e edições de selos comemorativos, ainda disponho de alguns exemplares para venda. Deixem mensagem nos comentários.
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Paquete MAURETANIA com pintura estilo camuflado


O velho paquete inglês MAURETANIA (1907-1935), da companhia Cunard, fotografado após a Primeira Guerra Mundial terminar, quando passou a ser utilizado para o transporte de tropas dos EUA e Canadá de regresso à América.
O MAURETANIA foi o detentor da Flâmula Azul de 1907 a 1929, por ter feito as viagens mais rápidas na travessia do Atlântico, Norte. Durante a Grande Guerra serviu como transporte de tropas e navio-hospital, tendo regressado à atividade comercial em 1919. O seu irmão gémeo LUSITANIA foi torpedeado por um submarino alemão durante a guerra.
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Friday, March 06, 2026

Imagens do N/M LAGOA da Transinsular





























Depois de diversas tentativas mal-sucedidas, no dia 5 de março de 2008, há 18 anos, lá consegui fotografar, em boas condições, a que era então a aquisição mais recente da TRANSINSULAR a entrar no Tejo. Tratava-se do porta-contentores LAGOA, comprado em janeiro desse ano à Mutualista Açoreana, e a fazer a carreira Portugal - Cabo Verde - Guiné, entretanto com o registo emigrado para Cabo Verde. 
O LAGOA ex-AÇOR B juntou-se, na altura, ao seu gémeo SETE CIDADES, entretanto vendido em 2018, para operar em Angola, sob o nome MARIA DA PAZ, onde ainda navega, gerido pela Uniatlantico de Hamburgo.
Nas fotografias o LAGOA ainda tinha as gruas pintadas com o amarelo da Mutualista Açoreana, No cais da Rocha estava atracado o navio de cruzeiros norueguês BLACK PRINCE, que seria vendido em outubro de 2009 à Venezuela.
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Thursday, March 05, 2026

LOUIS PASTEUR: um cargueiro da classe «LIBERTY»






















A perda de inúmeros navios de carga dos países Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, obrigou a um esforço tremendo de construção de milhares de novos navios em série, na sua maior parte produzidos em estaleiros dos Estados Unidos. 
Das várias classes de navios desenvolvidas então com urgência, destacou-se a classe LIBERTY, navios de carga a vapor de cerca de 7200 toneladas de arqueação bruta, 10 800 toneladas de porte bruto (TDW) e 14 245 toneladas de deslocamento, de que se construíram 2710 unidades em 18 estaleiros, das quais 240 se perderam durante o conflito. 
A partir de 1946, 910 destes navios foram vendidos pelo Governo dos EUA a armadores nacionais e de 16 países estrangeiros. Um dos 95 cargueiros LIBERTY que a Itália recebeu a seguir à guerra foi o LOUIS PASTEUR, que se pode ver na fotografia no porto da Cidade do Cabo, que foi concluído em dezembro de 1943 e vendido a Itália em março de 1947, retendo o nome de origem até 1963, quando se passou a chamar STELLA AZZURRA, e navegou até 1967, ano em que foi desmantelado em Veneza. Refira-se que estes cargueiros LIBERTY tiveram grande importância na retoma do transporte marítimo internacional após a guerra, tendo o último sido retirado do serviço comercial em 1986.
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Paquete FUNCHAL revisitado



















































Atracado ao Cais da Pedra, em Santa Apolónia, vestido todo de branco fantasmagórico, o velho Paquete FUNCHAL é um testemunho silencioso de outros tempos, muito diferentes. Começou como belo príncipe da Dinamarca, construído em 1959-1961 em Elsinore, para a ilustre Empresa Insulana de Navegação e chegou a Lisboa pela primeira vez em outubro de 1961. Fez centenas de viagens à Madeira, Canárias, Açores, a todos encantou, com as suas linhas modernas, interiores confortáveis e bonitos, andamento rápido. Em 1973 iniciou vida nova, dedicada agora a cruzeiros internacionais, e conheceu novos armadores: em 1974, a CTM, sucessora da Insulana, em 1985 a Arcália Shipping e Classic International Cruises, depois, em 2013 a Portuscale Cruises.
Está imobilizado no Tejo desde 2015, já pertenceu a interesses ingleses e, depois, a americanos. Aguarda o que aí possa vir, tisnado de ferrugem superficial e velado por alguns tripulantes fiéis. 
Fotografias de Luís Miguel Correia a 1 de março de 2026.
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MONTE BRASIL a carregar em Santa Apolónia


























Porta-contentores MONTE BRASIL, a carregar no terminal de Santa Apolónia, para mais uma viagem aos Açores. Fotografia registada a 1 de Março de 2026. 
O MONTE BRASIL foi o primeiro navio construído de raiz para a Transinsular, construído em Hamburgo pelo famoso estaleiro JJ Sietas e entregue em 1994, numa altura em que a Transinsular pertencia ao armador belga CMB.
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Tuesday, March 03, 2026

Paquete TIMOR (1951-1974)


























O paquete TIMOR, tal como o seu irmão gémeo ÍNDIA, foi construído em Sunderland, para a carreira do Oriente da Companhia Nacional de Navegação. Esta carreira foi estabelecida na sequência do Despacho 100, de 10 de agosto de 1945, tendo sido inaugurada em 1952 pelo ÍNDIA e mantida regularmente até 1974. 
Até 1962 a carreira tinha início em Hamburgo, escalas em Roterdão e Londres, Leixões e Lisboa, após o que se seguia a travessia do Mediterrâneo, canal do Suez e Mar Vermelho com escala em Aden e Mormugão, no Estado da Índia Portuguesa. Anualmente, quatro viagens eram prolongadas da Índia ao Extremo Oriente, com escalas em Singapura, Hong Kong, Macau e Dili. Com a tomada da Índia, a 18 de dezembro de 1961, os navios deixaram de ir ao Norte da Europa, passando a iniciar as viagens em Lisboa.
O TIMOR entrou ao serviço em 1951 e, além da linha do Oriente, foi utilizado nas carreiras de África e em alguns fretamentos militares, no transporte de tropas e material de guerra. A partir de 1967, com o encerramento do Canal do Suez, passou a seguir para o Oriente pela rota do Cabo, agora com escalas em Angola e Moçambique. Completada a última viagem a Dili em Lisboa, em julho de 1974, o TIMOR foi vendido à companhia Guan Guan Shipping, de Singapura, que, em 1971, já tinha adquirido o ÍNDIA, tendo ambos os paquetes feito viagens entre Singapura e a China, até serem vendidos para sucata, em 1977 e 1984.
Com 131 m de comprimento ff, o TIMOR tinha 7656 toneladas de arqueação bruta e lotação para 387 passageiros e 120 tripulantes. A propulsão era assegurada por 2 motores diesel Doxford com 5750 bhp. O navio tinha 2 hélices e uma velocidade de 15 nós. Com bandeira de Singapura o TIMOR navegou com o nome KIM ANN e o ÍNDIA como KIM HOCK.
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Monday, March 02, 2026

Um navio de sonho: o FRANCE de 1962

Esta fotografia do paquete FRANCE simboliza toda a beleza e harmonia do maior navio de passageiros construído na década de 1960. Foi feita ao largo da ilha de Cowes  no ano de 1962, por um dos fotógrafos da família Beken, três fotógrafos de marinha de três gerações, quase tão famosos como o navio.
O FRANCE foi construído em St. Nazaire para fazer a carreira Le Havre - Southampton - Nova Iorque da Cie Génerale Transatlantique substituindo os paquetes ILE DE FRANCE e LIBERTÉ, embora a sua construção tivesse tido um significado mais profundo: o FRANCE foi um verdadeiro símbolo do renascimento da França depois da Segunda Guerra Mundial e o digno sucessor do NORMANDIE de 1935. 



























A sua curta história, de apenas 12 anos a navegar com as cores francesas, confirma que este navio absolutamente magnífico foi construído demasiado tarde , tal como os nossos paquetes INFANTE DOM HENRIQUE e PRÍNCIPE PERFEITO.
Podia acrescentar muito mais acerca do FRANCE, mas recomendo, para quem queira saber mais, a consulta, ou compra, do meu livro SS FRANCE of 1962 / SS NORWAY of 1979, feito em parceria com William H. Miller. Ver aqui...
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Mudança de imagem da Transinsular



























A Transinsular anunciou recentemente uma mudança nas suas cores e na imagem oficial, e a primeira tradução dessa mudança surge nos novos contentores frigoríficos, um dos quais fotografei há dias em Santa Apolónia. 
A ideia é a nova imagem ser aplicada gradualmente nos navios à medida que estes são submetidos a reparações e manutenção técnica. 
No dia 1 de março o porta-contentores MONTE DA GUIA entrou na Doca 1 do estaleiro da Rocha, onde se encontra em reparação. Vamos esperar para ver se a chaminé recebe o novo emblema e de que forma. Refira-se que é a terceira vez que a Transinsular altera a sua imagem institucional desde que foi constituída em 1984.
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Breviário do Tejo (creme ou branco?)


























Creme ou branco, qual a cor mais adequada para a pintura dos castelos, superstruturas, mastros e aparelhos de carga dos navios? A resposta mais óbvia será uma questão de gosto, mas pode ter raiz económica, pois as tintas não têm todas o mesmo custo.
Há dias observei a pintura da superstrutura do rebocador PORTUGS SINES a ser  mudada de creme para branco, substituindo a cor creme do tempo da Svitzer. Em janeiro de 1972 apreciei operação idêntica em diversos navios da Sociedade Geral, quando integraram a frota da Companhia Nacional de Navegação.
Curiosamente, na década de mil novecentos e cinquenta do século XX, os navios da Nacional passaram por um período curto em que tiveram as superstruturas cremes e os mastros castanhos, à semelhança dos navios da Sociedade Geral. Foi uma consequência da compra gradual, por parte de interesses ligados à CUF, das ações da Nacional, que trouxe esta importante companhia de navegação para a esfera do Grupo CUF, e foi imposto o creme nos navios da Nacional por ser uma cor mais barata. Era mais económica de facto, mas esteticamente menos conseguida, nada beneficiando o aspeto geral e a imagem dos navios, pelo que a opção pelo creme acabaria revertida no princípio da década seguinte. 
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