Saturday, November 17, 2012

A propósito do Cte. Oliveira e Carmo


Ofensa de mau gosto de Bruno Nogueira na rádio TSF (ao minuto 02:14) - Navios de guerra, a Popota e as Gomas - eis um excerto do mimo do actor num verdadeiro assomo de ignorância, indigência mental e falta de respeito pela MARINHA e por um dos seus heróis mais generosos, a propósito do recente afundamento do ex-NRP OLIVEIRA E CARMO:
"Quem é que põe os nomes aos barcos da Marinha, OLIVEIRA E CARMO não é nome de barco de guerra, OLIVEIRA E CARMO é nome de fábrica de telhas e coberturas cerâmicas..."
O actor comediante podia ter tido o cuidado de ir à internet e fazer uma busca, chegava rapidamente a uma resposta sobre quem é ou foi o Cte. OLIVEIRA E CARMO se lesse o texto reproduzido abaixo e publicado na Wikipédia:
"Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo foi um oficial da Marinha Portuguesa que se distinguiu pela sua morte em combate depois de uma acção heróica contras as forças da União Indiana que invadiam a Índia Portuguesa.
Em finais de 1961, o jovem 2º Tenente Oliveira e Carmo comandava a Lancha "Vega" baseada em Diu ao serviço do Comando Naval da Índia Portuguesa, quando se dá o ataque da União Indiana àquele território. No dia 18 de Dezembro, depois de tentar efectuar um ataque e reconhecimento ao cruzador indiano "Delhi", o Tenente Oliveira e Carmo decide entrar em combate com os caça-bombardeiros Vampire, da Força Aérea Indiana, que atacavam as forças portuguesas em Diu. Com o fogo da peça antiaérea de 20 mm da "Vega" são repelidos vários ataques aéreos. No entanto num derradeiro ataque os Vampire bombardeiam a lancha matando o seu comandante e dois marinheiros, acabando por afundá-la.
Pelo seu acto heróico, a título póstumo, Oliveira e Carmo foi condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada e promovido ao posto de Capitão-Tenente. Em sua homenagem, a Marinha Portuguesa baptizou uma das corvetas da Classe Baptista de Andrade com o seu nome." O sr. Bruno pode ser considerado muito engradacinho pelas suas conhecidas momices, algumas pagas pela Portugal Telecom, mas para além dos seus talentos artísticos e comerciais, demonstra publicamente ser mal formado, informado e ignorante. Recomenda-se-lhe um estágio activo em Vale de Zebro, um embarque prolongado na lancha ÁGUIA em patrulha na costa Norte ou um cruzeiro de dois meses no NTM CREOULA a limpar as casas de banho. E quando não souber, pergunte ou tente informar-se antes de ofender valores de um nível muito acima dos seus...
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14 comments:

Luís Henriques said...

É realmente uma saída no mínimo "triste" do sr. Nogueira. Não conhecia a trágica história do patrono da Oliveira e Carmo. Junta-se ao panteão dos nossos ilustres navegantes. Conheço sim o navio em questão... e mais uma vez o sr. Nogueira a meter água... esquece-se do meritório serviço SAR prestado por esta e outras unidades, indo as tripulações por vezes ao limite nas águas atlânticas (visto que estes navios não foram construídos para aguentar a fúria do Atlântico) para salvar vidas. Vi várias vezes o "F489" no porto das Lajes das Flores. Os Açorianos agradecem o bom serviço prestado nestes longos anos.

Cumprimentos,

Luis Filipe Morazzo said...

Estes cromos valem-se pela simples razão de serem figuras públicas, ao possuírem esta arma poderosa, pensam que podem fazer tudo aquilo que lhes passa pela cabeça, inclusive ofender um dos últimos heróis da nossa história contemporânea. Se lhes perguntarem: quem foi Carvalho Araújo? Como ignorantes que são, também não iriam responder correctamente. Merecia que num futuro próximo, não só a Marinha, mas também, os familiares de Oliveira e Carmo, levassem esta criatura às barras do tribunal, afim de ensinarem a esta “juventude rasca”, que não se pode brincar com a honra e a dignidade das pessoas, e muito menos quando se trata de uma figura relevante da nossa história.

Saudações marinheiras

CAP CRÉUS said...

Totalmente de acordo.
Mas para quem é, bacalhau basta e toda a gente se deve ter rido muito.
Relativamente ao afundamento, fico triste, pois nem um vai ficar para amostra, atracado algures, para que se pudessem realizar visitas.

ncm said...

Comparar Oliveira e Carmo a Carvalho de Araújo é isso sim uma grande ofensa! Carvalho de Araújo lutou pela liberdade contra uma Alemanha Nazi que pretendia colonizar a Europa enquanto Oliveira e Carmo lutou debaixo de uma bandeira fascista e colonialista. Muito mais heroicas foram as acções dos seus comandantes que optaram pela rendição poupando assim muitas vidas! Quantas vidas custou a acção de Oliveira e Carmo? Atacar um cruzador é um acto de heroismo ou de cegueira?

Luis Miguel Correia said...

Caro ncm,

O Cte Jorge Botelho de Carvalho Araújo foi morto em combate em Outubro de 1918, um dos últimos combates da Primeira Guerra Mundial. Oliveira e Carmo deu a vida pela Pátria como brioso oficial da Marinha Portuguesa. Não vejo em qualquer dos casos alemães nacional socialistas ou italianos fascistas, muito menos colonialistas... Quando Carvalho Araújo tombou a maior parte da guarnição do seu navio já tinha abandonado o NRP AUGUSTO DE CASTILHO, fugidos na baleeira. Nesse mesmo dia a sua casa em Lisboa foi violada por razões políticas, as mesmas que o enviaram para a morte num navio inadequado às missões que foi obrigado a cumprir. Nesse mesmo dia em que morreu nasceu a sua sexta e última filha. A merecida condecoração da Torre e Espada só seria confirmada em 1959 pelo Dr. Salazar...O regime da Primeira República tratou muito mal Carvalho Araújo...

Luis Filipe Morazzo said...

Discordo completamente com o comentário do Sr. NCM, está totalmente equivocado, não só, em relação à cronologia dos acontecimentos, mas também, com as causas dos eventos aqui mencionados. Abordando o primeiro ponto, gostaria de informar que o heróico comandante Carvalho Araújo ficou célebre por ter conseguido, no comando do caça-minas NRP Augusto de Castilho, proteger o vapor São Miguel de ser afundado pelo submarino alemão U-139, comandado pelo ás dos ases dos submarinos Lothar von Arnauld de la Perière, em 14 de Outubro de 1918, enquanto o partido Nazi relacionado por NCM a este evento, como "quase" todos sabemos, foi um partido político levado ao poder na Alemanha por Adolf Hitler somente em 1933. Quanto ao segundo ponto, ambos os comandantes navegavam sob a mesma bandeira, cumpriam ordens análogas emitidas pelo mesmo comando, o Estado-Maior da Armada, e utilizavam meios análogos perante a desproporção das forças inimigas.

Saudações marinheiras

ncm said...

Caros comentadores, não me enganei na cronologia pois entendo que o espirito da superioridade Nazi da Alemanha revelou-se inicialmente na primeira grande guerra, depois na segunda e infelizmente continua presente na mente de muita gente... Relativamente à comparação entre estas duas figuras históricas entendo que o Comandante Carvalho de Araújo teve uma atitude verdadeiramente heróica ao combater o submarino alemão protegendo assim a fuga de um navio de passageiros enquanto que a actuação de Oliveira e Carmo não passou de um acto irreflectido sem qualquer possiblidade de sucesso e que apenas conduziu ao derramamento de sangue inútil ! Condecorados deviam ser os Oficiais que se renderam e depois foram presos pelas forças da União Indiana em condições sub-humanas ! Quanto à argumentação de cumprir ordens recordo que foi essa a desculpa apresentada pelos guardas dos campos de concentração... Acredito que alguns gostariam que o Capitão Salgueiro Maia tivesse cumprido as suas ordens mas felizmente assim não aconteceu...

ncm said...

E já que estou com a mão na massa não resisto ao seguinte comentário: Misturar Submarinos, Alemanha, Marinha Portuguesa, Honra e Dignidade não rima lá muito bem nos dias que correm...

Saudações de um marinheiro!

Luis Filipe Morazzo said...

Não vendo interesse em eternizar este diálogo por muito mais tempo, esta será portanto a minha última intervenção, sobre a tentativa de esclarecer os dois pontos de vista que eu aqui defendo. Começo por reafirmar que o sr.NCM continua equivocado, quando diz que o nazismo revelou-se durante o primeiro conflito mundial, puro engano. Os compêndios da história ensinam que o Nazismo surge no período pós-primeira guerra mundial, a Alemanha estava literalmente arrasada com o tratado de Versalhes, a economia estava em crise os alemães humilhados e o estado era fraco, ai vem o Nazismo, um regime totalitário declaradamente anticomunista (um dos motivos para a perseguição dos judeus), os nazistas impuseram a culpa da crise actual aos comunistas e teve o apoio da maioria da população. Este movimento político propunha o nacionalismo exacerbado, a supremacia do estado a exaltação da guerra (recuperar as perdas que o tratado de Versalhes impôs), e após a crise de 29 o partido fascista foi crescendo, e ganhando apoio popular e isso foi suficiente para Hitler chegar ao poder e impor suas ideias. Sobre este ponto a história não mente, estamos conversados.
Em relação à actuação de Oliveira e Carmo não ter passado de um acto irreflectido sem qualquer possibilidade de sucesso e que apenas conduziu ao derramamento de sangue inútil, a história uma vez mais mostra-nos que está cheia de eventos como este, como por exemplo a famosa batalha de Dien Bien Phu, travada na Indochina, na Primavera de 1954, entre o exército do Vietname do Norte, com mais de 80000 homens e as tropas expedicionárias francesas, com pouco mais de 10000. Agora eu gostaria de perguntar, porque é que o general Christian de Castries, comandante da força expedicionária francesa, conhecedor da enorme desproporção das forças em presença, preferiu levar os seus homens para a morte, em vez de ter optado por uma rendição sem glória, podendo poupar assim a vida a milhares dos seus companheiros? Como sabemos, é precisamente nos momentos mais adversos que os verdadeiros lideres demonstram o seu verdadeiro carácter, que se caracteriza por valores como: lealdade, honra, espirito de missão, coragem, dever, respeito e integridade, valores que só estarão ao alcance de alguns predestinados, como foi seguramente o caso do 2º tenente Oliveira e Carmo.

Saudações marinheiras

Luis Miguel Correia said...

Caros Amigos,

Muito interessante a troca de opiniões acerca destes dois Oficiais de Marinha que deram a vida pela Pátria. Num período histórico, que estamos a viver,em que os valores predominantes se conjugam com o verbo ter em detrimento do verbo ser,e em que para ter sempre mais e mais a elite nacional assumiu foros de quadrilha de salteadores,numa terra com quarenta por cento de iliteracia, em que as pessoas vão à escola mas muitas vezes não aprendem nada, isto é não conseguem interpretar o significado de um texto - fenómeno que hoje abrange licenciados em Portugal,temos uma geração com dificuldade em apreender certos valores perenes que estiveram sempre na base da existência continuada de Portugal desde 1140.
A actual geração deslumbrou-se com o maná europeu, virou as costas ao Mar e a tudo o mais, e agora estamos de tanga, com os nossos melhores a emigrar, repetindo um ciclo comum entre nós...
Nestas circunstâncias o BNM congratula-se pelo brilhantismo dos seus comentadores. Não deixem de nos visitar e comentar...

LMC

ncm said...

Infelizmente a História mente e muito! A Alemanha sempre teve ambições colonialistas na Europa, dizer o contrário ou arranjar desculpas para o surgimento do Nazismo é tapar o Sol com uma peneira. A História também mente ao elogiar seres humanos que conduziram outros para a morte guiados por valores como lealdade, honra, espirito de missão, coragem, dever, respeito e integridade, que só estarão ao alcance de alguns predestinados...
Esses valores são muito bonitos mas para os podermos gozar convém estar vivo... Oliveira e Carmo era um jovem oficial arvorado em comandante e as suas acções desastrosas confirmam a sua inexperiência... Bem sei que Salazar preferia que todos os soldados portugueses tivessem sido gloriosamente mortos em combate pelos soldados indianos... Como membro desta juventude rasca pergunto ao senhor Luis o que é que a sua geração faz para melhorar a situação nacional para além de se lamemtar acerca da falta que faria outro Salazar ?

Luis Miguel Correia said...

Caro nmc,
Este tema está a descambar para fora do âmbito dos assuntos dos navios e do mar e ainda por cima com premissas erradas. Está a confundir a Alenha, um País recente, formado no século XIX, com a tradição militarista da Prussia. A Alemanha actual não tem nada a ver com o passado e é quem nos está a ajudar a evitar a bancarrota.
Não acredito propriamente na originalidade local de uma geração rasca, mas acho que com as novas tecnologias de comunicação, a vertente mais simples da sociedade tem ganho maior vulto e protagonismo. O que não deixa de ser desenvolvimento, apesar de caracterizado por uma ambição limitada.
Contribuir mesmo que modestamente para deixar este nosso mundinho melhor do que o encontrei tem sido sempre minha preocupação, daí ter dedicado todos os esforços possíveis à propaganda dos assuntos do mar entre nós, como jornalista, investigador, escritor, fotógrafo, etc. A minha "pégada" conta já com cerca de 1000 artigos, 19 livros próprios publicados e colaboração diversa em outros 100 livros. Desde 1970 reuni uma fototeca que conta hoje com mais de 500.000 imagens de navios, uma das maiores do mundo, com um custo de manutenção e gestão elevado, sem retorno praticamente nenhum neste País semi-analfabeto em termos de maritimidade. Tive a sorte de testemunhar o apogeu da nossa Marinha Mercante e a decadência que se tem seguido. Olhando para trás posso afirmar que se podia ter feito de forma diferente, se devia ter feito de outra forma.
Quanto ao Dr. Oliveira Salazar, a sua acção deve ser entendida nos contextos da época, como toda a história. Hoje vivemos num mundo diferente em que a economia e o dinheiro relegaram para segundo plano o primado da política, daí a minha preocupação com a emergência de banditismo global ao mais alto nível e consequências funestas para muitos de nós.
Cumprimentos do

LMC

ncm said...

Caro e estimado LMC,
A pergunta não se dirigia a si, apesar de também se chamar Luis...

O Luis Miguel Correia contribuiu certamente para um mundo melhor com o seu trabalho de divulgação da questões maritimas.

Pelo menos para o meu mundo contribuiu... Lembro-me de em miúdo recortar fotografias tiradas por sí, publicadas na revista de marinha para depois as colar nas paredes do meu quarto, tal era a minha paixão pelos navios e pelo mar... Anos depois tive o prazer de embarcar em alguns dos navios dessas fotos primeiro como Oficial da Marinha Mercante e depois como Piloto da Barra. Penso que já tive a oportunidade de lhe agradecer pessoalmente, mas mais um agradecimento (desta vez público) nunca será demais...

Sou um leitor atento de tudo o que escreve e por isso mesmo por vezes não posso deixar passar algumas referências menos críticas que aparecem relativamente ao período da ditadura de Salazar. Bem sei que a Marinha Mercante atingiu o seu apogeu nessa altura mas entendo que o preço a pagar pelo País foi demasiado alto!

Toda a história deve ser entendida nos contextos da época, mas 50 anos não são 500 e por isso não posso aceitar que o valor da dignidade e da vida humana não tivessem a importância que têm hoje.

Também acho que as politicas marítimas desde 1974 têm sido criminosas e gostaria de ver os culpados sentados no banco dos réus mas entendo que necessitamos de olhar para o futuro e não procurar soluções no passado.

A monarquia, a primeira república, a ditadura e até a democracia em que vivemos são sistemas que tiveram as suas vantagens no início mas que com o tempo revelaram-se insuficientes para resolver os problemas dos povos... Esperemos por um novo sistema que tanto poderá aparecer daqui um ano, dez anos ou até cem...

Cumprimentos,

Nuno Consciência Martins

Luis Filipe Morazzo said...

Eu tinha dito que não iria continuar mais com este diálogo de surdos-mudos, mas uma vez que me foi colocada uma pergunta delicada, vou ser obrigado a responder. O Sr. Consciência Martins continua a confundir política com factos históricos, esquecendo que o essencial desta troca de ideias, começou com o total desrespeito de um senhor comediante em relação ao nome de Oliveira e Carmo, independentemente se concordamos ou não, com o comportamento deste oficial perante o inimigo.
Lamento que o Sr. Consciência Martins, se considere membro da tal juventude rasca, pois não foi nada disso que eu disse, mas se tem essa “consciência”, procure saber quem o acusou, eu não fui certamente. Contudo, volto a dizer, jamais poderei concordar com alguém que por se julgar que tem muita graça, se sinta no direito de poder insultar o bom nome de quem quer que seja.
Quanto à observação que o Sr. Consciência Martins fez em relação à minha geração, sem me conhecer de lado nenhum, insinuar o que é que eu fiz para melhorar a situação nacional, para além de eu me lamentar acerca da falta que faria outro Salazar? Agora sim, esta observação do Sr. Consciência é de uma total inconsciência, eu diria mesmo rasca, quando ataca uma pessoa só porque não pensa como ele.
Pois bem Sr. Consciência Martins, uma vez mais vou elucida-lo, porquanto continua completamente equivocado. Tenho 62 anos, fui miliciano antes do 25 de Abril, na Escola Pratica de Cavalaria, em Santarém, sou formado em Engenharia Multimédia, há mais de 40 anos que desconto para a segurança social e neste momento ainda me encontro ao serviço ajudando deste modo a formar muitos dos técnicos de informática deste país, num Instituto de Formação Profissional em Lisboa. Tenho como o meu principal hobby, tudo o que diz respeito a navios e navegadores, é nesta condição que eu sou colaborador da “Revista de Marinha” e comentador deste e doutros blogues do género.
Sr. Consciência Martins agora já pode ter uma ideia, o que é que a minha geração faz para melhorar a situação nacional, posso acrescentar que tenho absoluta consciência que não é por culpa desta geração que o país está como está, antes pelo contrário.
Gostaria de lembrar o seguinte, todos sabemos que os sistemas políticos vão cambiando ao longo dos tempos, mostrando as suas vantagens e desvantagens, umas vezes melhoram-se outras deixam-se ficar como estão, agora quando se fala de integridade moral, ética profissional, liderança e outros valores da conduta humana, não importa a época em que se viva, homens como Oliveira e Carmo iriam ser sempre iguais aos seus valores.
Quanto à falta que faria outro Salazar? Eu nunca me considerei um saudosista desses tempos, agora uma coisa pode estar certo, a bagunça a que este país chegou em termos de corrupção, falta de competência, ética e profissionalismo, em todas as áreas quer política quer social, isso seguramente estaria não de todo anulado, pois a corrupção e a incompetência sempre existiu e continuará a existir, mas estaria certamente muito diluído.

Saudações marinheiras