Monday, February 01, 2016

Doca de Alcântara em modo de Inverno

Anoitece cedo em Lisboa no mês de Janeiro o que empresta à Doca de Alcântara um ar de adormecimento precoce onde não se passa nada para lá das memórias de um local que já conheceu mais vida que nas últimas décadas foi cerceada pela Desmaritimização.
Ao entardecer o tempo parece parado a contemplar as diversas embarcações de turismo local, os rebocadores, a eterna BARROCA e a ausência de gente e movimento.
Mas, se pararem um pouco e espreitarem por entre as sombras ligeiras do final do dia, ainda se consegue ouvir o concerto desafinado dos guindastes e guinchos dos velhos cargueiros do Despacho 100 a movimentarem as suas cargas ultramarinas, a máquina de um qualquer rebocador de atenção à saída de um navio, o concerto monocórdico da ponte giratória a abrir para dar passagem à navegação...
Fotografias e memórias de Luís Miguel Correia, registadas a 13 de Janeiro de 2016.
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