Thursday, September 20, 2012

MAR DE INCERTEZAS

O apregoado "REGRESSO AO MAR" das palavras oficiais contrasta com a crise dos transportes marítimos ligados a Portugal.
O paquete FUNCHAL está parado em Lisboa há dois anos e está-se a degradar. A companhia Classic International Cruises, que há muito tempo vem revelando fragilidades tem neste momento apenas um dos cinco navios da sua frota ainda a operar.
A NAVEIRO tem a frota de 12 navios totalmente imobilizada, com diversos navios detidos por autoridades de "Port State Control", outros arrestados e outros imobilizados. 
As empresas de linhas regulares com carreiras para as Ilhas têm vindo também a fazer face à crise, com a consolidação de serviços e uma maior colaboração entre os diversos operadores nas linhas da Madeira e Açores. A frota sofreu já alguma redução e parece que as coisas não ficam por aqui.
A situação actual faz-me recordar a tragédia que foi em 1985 a liquidação das companhias estatais CNN e CTM, mas apesar de tudo na altura o Estado criou duas novas empresas. Agora não há nada, ninguém quer saber apesar de um dos grandes desígnios nacionais ser o REGRESSO AO MAR.

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Tuesday, September 18, 2012

MAR DE TRISTEZAS

Notícias LUSA e diversas  comentadas e editadas por LMC: 
"O secretário-geral da CGTP afirmou hoje que o sector portuário está sob "uma enormíssima ofensiva do Governo", que visa a sua liberalização e despedimentos e manifestou solidariedade com a luta dos trabalhadores portuários." 
Comentário LMC: trata-se de uma solidariedade envenenada, pois sem incremento da actividade económica, mais investimento e mais negócio marítimo não conseguimos dobrar o Bojador e a verdade é que nos estamos todos a afogar na praia da demagogia política e da penúria económica ao mesmo tempo que com estas atitudes contestárias mordemos as mãos de quem nos está a alimentar com os empréstimos internacionais, pois a realidade é que não há dinheiro para nada, sem a assistência internacional estávamos em bacarrota, a solução é a optimização do trabalho e da produção de forma equitativa e digna, sem perdermos tempo com mais folclore político e sindical, um dos vectores que ajudou à desmaritimização desde a implementação da actual terceira república.
"Os portos portugueses estão totalmente paralisados desde as 00:00 de dia 17 de Setembro, devido à greve dos pilotos portuários e dos trabalhadores de tráfego, disse à agência Lusa Carlos Coutinho, do sindicato Oficiaismar, que representa os oficiais de marinha mercante.
Para o líder da CGTP, Arménio Carlos, que hoje de manhã esteve presente junto à torre de controlo marítimo VTS, em Algés, além das reivindicações dos trabalhadores serem "justas do ponto de vista sócio laboral", têm também "uma visão estratégica" de como deve ser o funcionamento do sector portuário.
"O sector portuário está, neste momento, sobre uma enormíssima ofensiva do Governo, visando a sua liberalização, os despedimentos e, simultaneamente, uma outra organização do sector portuário, que, na nossa opinião, não corresponde aos interesses do País, nem aos interesses da população", disse à Lusa Arménio Carlos, no porto de Lisboa, onde não havia qualquer movimentação de navios.
O dirigente sindical adiantou que uma nova organização do sector portuário pode, "eventualmente, corresponder ao interesse de grupos económicos e financeiros mais interessados no negócio", mas é uma situação que irá "aprofundar os problemas que já existem".
A luta dos trabalhadores portuários envolve vários sindicatos, o que, para o sindicalista, constitui "mais um exemplo" de que estas estruturas "estão unidas na acção para defender os seus direitos, mas sobretudo para defender o sector portuário de acordo com os interesses nacionais e não com os interesses de alguns amigos do Governo". 
Comentário LMC: o Governo não tem amigos neste momento, apenas a tarefa colossal de recuperar Portugal, e esta onde de greves orquestrada por interesses ligados aos comunistas que ainda sonham com a revolução de Outubro e uma ditadura vermelha sem olharem a meios para atingirem os seus fins arcaicos, apenas vai atrasar mais o processo incipiente de recuperação e mudança que se quer urgente.
O dirigente do sindicato Oficiaismar, Carlos Coutinho, que também de deslocou ao porto de Lisboa, adiantou à Lusa que a reivindicação dos trabalhadores deve-se à "degradação das condições de trabalho dos oficiais de marinha mercante", que está a pôr em causa a sua integridade física.
"A intensidade de trabalho é de tal maneira violenta que já temos tido vários oficiais de Marinha Mercante, particularmente pilotos de barra, acidentados e, portanto, temos reclamado ao Governo a elaboração de um enquadramento legal que crie condições para habilitar os nossos oficiais com carteiras profissionais para criar condições novas para a aposentação", adiantou.
Por outro lado, apontou, tem havido uma "degradação constante das condições de carreira, que têm levado muitos [pilotos] a emigrar" para a Arábia Saudita, uma situação que provocou a falta de efectivos nos portos.
"O que queremos é repor os efectivos necessários para que a intensidade de trabalho seja justa", defendeu.
Carlos Coutinho sublinhou ainda que "os portos portugueses dão lucros operacionais muito vultuosos que são injectados na economia geral do País", defendendo que "a distribuição dessa riqueza seja feita também porque quem a cria e a produz, neste caso pelos marítimos e portuários"".
Em termos percentuais, são "valores ínfimos".
"O que nós queremos é ter um parceiro, que é o Governo, que estabeleça uma relação de negociação efectiva com quem representa os trabalhadores marítimos e portuários e deite fora aquele simulacro de acordo que fez com alguns pequenos sindicatos que não têm qualquer representatividade activa no funcionamento dos portos portugueses".
Comentário LMC: a degradação das condições de vida e trabalho dos oficiais da marinha mercante tem sido directamente proporcional à destruição dos transportes marítimos portugueses desde 1975, numa acção concertada entre governantes broncos que ignoram os interesses nacionais nesta área e teimam em acreditar que "Portugal não precisa de navios para nada, saí mais barato recorrer a navios estrangeiros" - como me afirmou há muitos anos o então ministro do Mar Cte. Azevedo Soares, e as atitudes de sindicalistas comunistas que muito contribuíram para o actual zero marítimo, em resultado do que se perderam mais de 50 mil postos de trabalho, destruíram actividades fundamentais como a navegação e a indústria naval e se pagam milhões e milhões em fretes a navios estrangeiros, embora uma parte destes milhões gere comissões. E claro fica o vazio estratégico de já não termos navios próprios para praticamente nada, o que é uma verdadeira tragédia que não preocupa ninguém.
Na sexta-feira passada, depois do anúncio do acordo entre o Governo, sindicatos e operadores, o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego do Centro e Sul de Portugal decidiu "endurecer ainda mais a luta", tendo emitido um pré-aviso de greve parcial nos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Sines entre 29 de Setembro e 22 de Outubro.
O acordo, celebrado entre o Governo e a União Geral de Trabalhadores (UGT), a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários, a Associação dos Operadores Portuários dos portos do Douro, Leixões e Lisboa, e o Grupo Marítimo-portuário Sousa, vai ao encontro do compromisso que o Estado português assumiu no memorando de entendimento com a 'troika'. 
Comentário LMC: há que honrar os compromissos de reabilitação produtiva e económica de Portugal, sem perder tempo a morder na mão de quem nos alimenta. Se caminhamos para a escravatura a médio prazo é porque não temos sido capazes de fazer melhor e temos votado sempre num regime que transformou o Estado de "coisa pública" numa agremiação de interesses mafiosos que vivem à margem da realidade e cujos objectivos tem sido sacar, sacar, sacar e sacar.
A greve dos pilotos de barra e dos trabalhadores de tráfego não está a causar grande impacto na economia portuguesa, disse à agência Lusa o presidente do Instituto Portuário e do Transporte Marítimo (IPTM). O presidente do IPTM considera que a greve tem pouco impacto na economia portuguesa: "Em relação aos armadores nacionais não há nenhum impacto. Em relação aos armadores estrangeiros, o impacto que há não é relevante, já que houve atempadamente alterações de escala".
Segundo a mesma fonte, sabendo da greve, agendada entre as 0h00 de dia 17 e as 24h de terça-feira, muitos armadores "decidiram despachar até às 24h00 de Domingo e outros só o farão após o fim da paralisação".
De acordo com João Carvalho, esta greve não afecta os armadores nacionais, já que os comandantes portugueses nos portos têm certificados de isenção de pilotagem, que lhes permitem entrar e sair dos portos sem recorrer aos pilotos de barra.
Referindo que nos portos da Madeira não houve adesão à greve, o presidente do Instituto Portuário e do Transporte Marítimo revelou que esta paralisação obrigou à alteração de escala de três navios de passageiros em cruzeiros. "A greve tem algum impacto em termos de taxas portuárias e de turismo. Não tem é aquele impacto na economia nacional que se poderia prever", assinalou.
Ao início da manhã de ontem, Carlos Coutinho, do sindicato Oficiaismar, disse à Lusa que os portos portugueses estão totalmente paralisados desde as 0h00 devido à greve dos pilotos e dos trabalhadores de tráfego. "A informação que nós temos é de que os portos estão totalmente paralisados, quer os do Continente quer os das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira", afirmou o sindicalista.
A greve dos pilotos de barra decorre até às 24h de terça-feira, seguindo-se na quarta-feira uma dos estivadores e na sexta-feira e próxima segunda-feira a paralisação dos trabalhadores das administrações portuárias.
Durante a greve dos pilotos de barra estão previstos serviços mínimos, que, segundo o sindicato, serão cumpridos em emergências e situações de socorro em que estejam em causa pessoas e bens.
Os trabalhadores portuários iniciaram hoje um período de cinco semanas de greves, com diferentes datas por sindicato, jornada de luta que deverá ter forte impacto nos principais portos portugueses, à excepção do de Leixões.

Comentário LMC: de facto o que há a fazer é seguir o exemplo de Leixões e seguir as boas tradições Nortenhas neste caso específico. É caso para dizer a este pessoal brincalhão: Carago, párem de chatear o Povo... 

Monday, September 17, 2012

Port of Lisbon LMC photos

The German cruise ship DEUTSCHLAND berthed at Santa Apolónia, following the filling of the old Jardim do Tabaco dock in order to revamp the quayside and built a new cruise terminal. Photograph taken from Santa Luzia viewpoint on 14 September 2012.
O navio de cruzeiros alemão DEUTSCHLAND atracado ao novo cais de cruzeiros de Santa Apolónia e Jardim do Tabaco, na tarde de 14 de Setembro de 2012. Neste local, onde a antiga doca do Jardim do Tabaco foi aterrada recentemente, está prevista a construção da nova estação marítima.
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DEUTSCHLAND in Lisbon

German cruise ship DEUTSCHLAND called in Lisbon once more on 14 September 2012, still under German registry after a recent attempt to reflag her to Malta.
The DEUTSCHLAND is seen here at her berth at the Santa Apolónia cruise terminal showing her recent funnel colours of red "funnel" over a light gray base, not as nice as the original funnel colours, I dare to say...
Anyway it is nice to see the beautifull "neoclassic" DEUTSCHLAND still cruising as a true German flagged ship.


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Thursday, September 13, 2012

Port of Lisbon LMC Photos

Porta-contentores portugueses atracados em Santa Apolónia em Maio de 2012. Em primeiro plano o INSULAR, seguido do FURNAS. Ambos fazem a carreira dos Açores, o primeiro propriedade da Transinsular, o segundo pertence à Mutualista Açoreana.
Portuguese container ships INSULAR and FURNAS photographed in May 2012 at Santa Apolónia Container Terminal, Lisbon. Both ships operate on the Portugal - Azores services the first owned by Transinsular, the second by Mutualista Açoreana.
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Wednesday, September 12, 2012

FUNCHAL in Lisbon 2012-09-09










Portuguese cruise ship FUNCHAL photographed last Sunday 9 September 2012 at Matinha Pier, the Lisbon "Quai de L'Obli" where FUNCHAL is waiting the resuming of her reconstruction refit. She concluded the final cruise in Lisbon on 16 September 2010 and a very extensive refit was started in order to update the ship to conform with new SOLAS regulations and have her passenger facilities improved. However the gloomy financial situation in Europe led to some difficulties to obtain financing to conclude the work. Classic International Cruises new managers, Alex and Emilios Potamianos said recently on a statement to Portuguese newspaper Público that they are seeking a financing of a further 6 million euros in order to complete the ship's reconstruction. Alex and Emilios are now managing the company formed by their father, the late George P. Potamianos. Mr. Potamianos last dream was to have the FUNCHAL sailing again for many years as "a luxurious cruising yacht", so he started rebuilding the ship's interiors very much on her original style  but with less, larger cabins, doing one cabin in place of two existing ones, in order to position the FUNCHAL upmarket. If we consider she is now one of the very last classic post war passenger ships still afloat, this plan was cleaver. Let's hope the refit resumes soon as the alternative is her sale "where is as is" and this would most probably mean a breaker's yard... Meanwhile she is still taken in care by a small dedicated crew and her lay up has a monthly cost of about 20.000 euros every month.
These photographs show the FUNCHAL as she looks at present, with her timeless beauty intact despite the long lay up. For further FUNCHAL news and photos click here...
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Novas exposições no Museu de Marinha

Não percam as novas exposições comemorativas dos 75 anos do Museu Marítimo de Ílhavo, a inaugurar dia 14 de Setembro no Museu de Marinha de Lisboa. Estarão abertas ao público até 19 de Outubro.
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Mar: Portugal sem nenhum navio patrulha operacional

Lisboa, 06 Set (Lusa) - Os três últimos navios patrulha da classe CACINE, com mais de 40 anos de operação e responsáveis pela fiscalização costeira e ribeirinha estão todos parados, disse hoje fonte próxima da Marinha.
O Navio da República Portuguesa (NRP) Zaire encontra-se em terra há vários meses para avaliação e não deverá ser recuperado devido ao seu avançado estado de degradação. Outro NRP, o  CACINE, está a ser alvo de manutenção periódica até meados de Setembro e o NRP Cuanza, que operava na Madeira, está atracado na Base Naval do Alfeite, desde Julho, e aí ficará pelo menos até final do ano.
Devido a esta situação, a Zona Marítima do Norte (ZMN) está sem patrulhamento permanente desde Julho, e assim ficará até ao final do ano, confirmou à Lusa fonte oficial da Marinha.
A ZMN vai desde a fronteira com Espanha até Pedrógão, entre a Figueira da Foz e a Nazaré.
A falta dos navios patrulha, também obrigou a Armada a destacar para a Zona Marítima da Madeira (ZMM) o navio balizador "Schultz Xavier". Uma situação também reportada na edição de 21 de julho do jornal da Madeira que dava conta dos problemas estruturais do NRP Cuanza, quando o meio naval operava na Zona Marítima daquela região autónoma.
Dos dez navios patrulha iniciais da classe  CACINE restam apenas três, todos com mais de 40 anos de operação.
A Marinha não confirma, mas fonte próxima do ramo militar adiantou que, neste momento, Portugal não tem nenhum destes navios patrulha operacional.
Numa resposta escrita enviada à Lusa a Marinha esclarece apenas a situação do NRP Cuanza.
"Procedeu-se à identificação exaustiva do seu grau de deterioração estrutural, e neste momento decorre a definição dos trabalhos a realizar de modo a repor a sua operacionalidade. Enquanto tal não acontecer, a Zona Marítima do Norte não será guarnecida de meio naval a título permanente".
A Armada adianta que, "em compensação, será feito um ajustamento ao dispositivo naval do continente, reposicionando mais a norte a unidade naval que assegura as tarefas de salvaguarda da vida humana no mar, de segurança marítima e de vigilância e fiscalização na área oceânica do continente, e pela activação da atribuição de uma lancha de fiscalização rápida à Zona Marítima do Centro".
Apesar destas alternativas, a Marinha admite que a situação dos navios patrulha é "preocupante".
"Deve-se principalmente ao atraso nos programas de novas construções a cargo dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, destinadas a substituir os actuais navios, nomeadamente os programas de construção dos Navios-Patrulha Oceânicos e das Lanchas de Fiscalização".
Os três últimos navios patrulha da classe  CACINE - num total de dez - têm sido mantidos, segundo a Marinha, "graças a um esforço financeiro, humano e material pela imperiosa necessidade de assegurar as tarefas de segurança marítima, de salvaguarda da vida humana no mar e de vigilância e fiscalização".
A Armada acrescenta ainda que os três meios navais "estão a ser avaliados no que diz respeito à possibilidade de prolongar a sua vida".
Para a Marinha, a busca e salvamento marítimo não estão, neste momento, em causa.
"Existem duas áreas principais sob responsabilidade nacional, que são guarnecidas a tempo inteiro por navios oceânicos (corvetas): um está na área do Continente e Madeira e outro na área dos Açores. Há ainda navios de menor porte atribuídos às zonas e departamentos marítimos que complementam este dispositivo, pelo que não está em causa o cumprimento a nossa missão prioritária". (JYS. Lusa/Fim) 
 Fotografias dos três CACINES ainda no activo registadas a 11 de Setembro de 2012 no Alfeite.


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Monday, September 10, 2012

Amigos do FUNCHAL


O nosso belo Paquete FUNCHAL continua a gerar toda a espécie de simpatias por todo o mundo, especialmente agora que está atracado a uma ponte cais rodeada de grandes incertezas. Peter Knego veio de Los Angeles a Lisboa para rever o FUNCHAL, aqui o vemos junto ao navio com Luís Miguel Correia, numa fotografia de Raquel Sabino Pereira.

O FUNCHAL aguarda uma decisão de conclusão da modernização iniciada em 2011 o que está dependente de se conseguir financiamento suplementar.
Peter Knego é um grande entusiasta de navios clássicos de passageiros. Nos últimos anos comprou os recheios interiores de muitos dos paquetes desmantelados na Índia, incluindo o nosso antigo PRÍNCIPE PERFEITO. Ver aqui. Em Lisboa formulou o desejo de que o FUNCHAL ainda possa navegar durante muitos anos juntamente com os restantes quatro navios da Classic International Cruises.
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Oito navios Portugueses em porto

Nos passados dias 7 e 8 de Setembro, senti-me uma espécie de "mata sete" a fotografar nada menos que oito navios portugueses em Lisboa. Aqui fica a lista e as imagens respectivas de uma parte substancial da nossa frota mercante em declínio continuado devido às nossas crises somadas às dos outros: FUNCHALENSE 5, a carregar para o Caniçal no Beato, MONTE DA GUIA, INSULAR e ILHA DA MADEIRA em Santa Apolónia, CHAVES  no cais da Pedra, PONTA SÃO LOURENÇO  e FUNCHAL, respectivamente no Poço do Bispo e na Matinha, e MONTE BRASIL, este na Doca seca nº 1, no estaleiro da NAVALROCHA...


Pena que destes oito navios, três estejam imobilizados... 


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Um navio Português de saída

No mesmo dia conseguir fotografar um navio português a chegar a Lisboa (PONTA SÃO LOURENÇO, ver texto anterior) e outro a largar é obra  e muita sorte, nos dias que se vão vivendo em Portugal, com uma crise que está a levar a nova redução da Marinha Mercante, com a diminuição da navegação regular para as Ilhas e uma ainda menor participação nos serviços para o estrangeiro.
Na tarde de 7 de Setembro de 2012 registámos estas imagens bonitas do porta-contentores FURNAS a sair a barra do Tejo, rumo aos Açores para mais uma das viagens regulares semanais da empresa Mutualista Açoreana.
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Um navio Português de entrada

Um navio português de entrada Tejo acima é nos dias de hoje uma ocorrência pouco frequente, infelizmente, pelo que termos observado e fotografado a chegada do cimenteiro PONTA SÃO LOURENÇO, do armador Transinsular à chegada a Lisboa pode considerar-se uma sorte.

Imagens registadas na manhã de  7 de Setembro de 2012. 
Um dos navios vocacionados para o transporte de carga do Continente para as Ilhas, cujos serviços se têm vindo a reduzir em consequência da diminuição de cargas devido à recessão e crise económica, o PONTA SÃO LOURENÇO é hoje o último cimenteiro da Transinsular, após ter sido vendido o ATLANTIS.
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Friday, September 07, 2012

Port of Lisbon Daily Photo

The Alcântara to Rocha quay in Lisbon early in the morning of 7 September 2012 with the following ships alongside, from left to right, the passenger liner and cruise ship QUEEN MARY 2, and the container ships 3 OAK, BG FREIGHT IBERIA and MANFRED.
Cais avançado de Alcântara-Rocha com os navios QUEEN MARY 2, 3 OAK, BG FREIGHT IBERIA e MANFRED atracados na manhã de 7 de Setembro de 2012. Os navios mudam todos os dias a paisagem ribeirinha da cidade de Lisboa. Ainda bem...
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Aventuras e desventuras de uma Princesa dos Mares

A crise, essa figura hedionda que persegue Portugal e os Portugueses piegas de forma inexorável, não parece poupar os navios e o mar.
Pelo menos não poupou uma bela princesa dos mares denominada PRINCESS DANAE. Primeiro foi em Dublin, um arresto de uma empresa de combustíveis italiana a reclamar uma conta de abastecimento nos antípodas com um segmento por liquidar. A conta foi paga de imediato e o PRINCESS DANAE lá seguiu para La Rochelle aliviado. Visitou depois a Corunha e Leixões sem novidades especiais, mas entretanto o incidente de Dublin foi propalado pela agência noticiosa Lusa, o que terá dado ideias a outro credor, desta vez um fornecedor de navios da Península de Setúbal de ascendência escandinava. Assim que o DANAE atracou em Lisboa, novo arresto com ele e logo a divida foi paga. Só que um navio que encalhe nas malhas da justiça portuguesa, é um caso sério para se safar. Chegou a hora da partida, pelas 16 horas, piloto e rebocador a postos, mas nada de desembaraço do navio. Faltava um papelinho e entretanto o tribunal já estava fechado. O paquete esperou, esperou até que de tanto aguardar desembarcou o piloto e mandou regressar um rebocador SAFADO verde e paciente. Os turistas nos tombadilhos do navio apreciavam Alfama a entardecer na ignorância da cegueira da justiça indígena. Cega, lerdinha e indiferente à imobilização de um paquete cheio de passageiros impacientes para se porem ao largo. Não chegou o desembaraço e o DANAE pernoitou em Santa Apolónia a retemperar forças para mais um dia de stress sai não sei, larga que larga, até que pelas 18 horas de 6 de Setembro, 26 horas depois do previsto o navio deixou o Tejo e, triste e envergonhado, fez-se  ao mar, rumando directamente a Marselha, que a visita a Cádis havia entretanto sido cancelada.

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Thursday, September 06, 2012

N/M ARESTAL

O navio de carga ARESTAL é para muitos um ilustre desconhecido. Foi construído na Suécia em 1947-48 para a Empresa Continental de Navegação, de Aveiro, mais conhecida devido aos seus navios CARAMULO e DIONE. Operou no tráfego de longo curso até ser vendido em Novembro de 1951 a uma empresa de navegação do Brasil, onde se perdeu por encalhe em Outubro de 1957 com o nome VINHO CASTELO.
A Empresa Continental de Navegação foi muitos anos mais tarde vendida ao Grupo Orey e no final comprada pela Transinsular que integrou os seus activos e liquidou a empresa.
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Porto de Leixões

Uma breve passagem pelo Norte e um saltinho até Matosinhos para uma espreitadela fugaz ao Porto de Leixões e navios respectivos. 
Fotografias tiradas a 4 de Setembro de 2012, mostrando um porto em movimento com tudo "arrumado" e bonito. Leixões nem parece verdadeiro...





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