Sunday, October 05, 2014

Estaleiros de Viana do Castelo

Esta semana estive nos estaleiros navais e Viana do Castelo onde já não ia há algum tempo, mas cuja evolução fui acompanhando das formas possíveis. Considero que o desmantelamento da empresa Estaleiros Navais de Viana do Castelo foi um crime desnecessário que nunca acreditei tivessem lata para levar adiante dada a importância económica e social da actividade aí desenvolvida para a cidade de Viana do Castelo e o Minho, tal como no Reino Unido, apesar de terem dado cabo da maior parte da indústria naval ninguém se atreveu a fechar os estaleiros Harland & Wolff em Belfast. Mas enganei-me,venceu a incompetência e a falta de visão e foi o que todos sabemos.
Entretanto abriu-se um novo capítulo na indústria naval de Viana do Castelo com o arranque da nova empresa do grupo Martifer, a West Sea Vianayards, e dentro do estaleiro fui encontrar o relançamento de toda uma actividade e gente com esperança e determinação. 
O estaleiro apresentava, pela primeira vez em muito tempo, quatro navios nas suas instalações e em breve serão anunciados oficialmente os contratos para a construção de dois patrulhas oceânicos para a Marinha Portuguesa, havendo perspectivas de outras construções no futuro. 
A reconstrução do ATLÂNTIDA e a sua modificação para navio de cruzeiros de luxo a iniciar agora, terá para já grande importância na actividade da empresa, que espera registar até ao final do ano a reparação de 20 navios e apresentar resultados positivos logo no primeiro exercício.

Fomos muito bem recebidos em Viana do Castelo, andámos por todo o lado e entre outros pormenores andei à procura da fronteira entre o passado recente, o estaleiro estatal, e a nova empresa. 
Essa fronteira é como a linha do equador, está à vista mas não se tropeça na sua intangibilidade, mas a sensação de um grande desperdício absurdo ainda se sente em cada esquina do estaleiro, em paralelo com a vontade de recomeçar e voltar a desenvolver a arte de bem fazer navios que foi uma constante todos estes anos em Viana do Castelo. 






 
Fotografias originais de Luís Miguel Correia obtidas em Viana do Castelo a 2 de Outubro de 2014.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

3 comments:

Luis Filipe Morazzo said...

Grande LM

Gostaria de saber qual o motivo que levou o NPO "Figueira da Foz" a entrar na doca seca?
Obrigado

Um abraço

LFM

Luis Miguel Correia said...

Grande LF,

O motivo principal foi dar a possibilidade a um conhecido fotografo de marinha de fazer mais umas belas imagens.

O motivo secundário foi a "docagem de garantia" efectuada mais ou menos um ano após a entrega do navio pelo estaleiro construtor.

Abraço

LMC

Anonymous said...


Durante o primeiro ano de atividade o Navio é entegue à Marinha de forma "provisória"

Sendo o Estaleiro construtor responsável pela sua manutenção e garantia.

Ao fim de um ano o navio regressa ao estaleiro é feita uma revisão geral, corrigem-se os aspectos em falha, coisa normal de encontrar no primeiro ano de vida de um navio, e se o cliente estiver satisfeito da~se a entrega definitiva do navio à Marinha. juntamente com o plano de manutenção o plano de assistência logística integrada e garantias dos fornecedores do material instalado a bordo do mesmo.

Abraço
EX ENVC