Thursday, February 09, 2017

IRONIA DO DESTINO: O REGRESSO AO MAR


Houve um tempo, que alguns associam ao Despacho 100 e aos esplendores do Regresso ao Mar Português, em que muita gente se orgulhou dos nossos principais navios mercantes: grandes paquetes do tipo 20/20/20, isto é, navios de 20 mil toneladas com 20 mil cavalos e 20 nós e velocidade, cujos nomes sonantes transmitiam toda a poesia marcial da portugalidade oceanica de então, traduzida por navios como o PRÍNCIPE PERFEITO ou o VERA CRUZ (Portugalidade marítima recondicionada pelo Estado Novo, muito especialmente através da dedicação inteligência e persistência de Américo Tomás). 
Foram-se estes e outros navios sem honra nem proveito e com o tempo foram dando às praias da nossa imaginação mitos e saudades dos antigos navios. 
Em pequeno o Rafael ouvia falar em casa dos encantos das travessias a bordo do PRÍNCIPE PERFEITO, o tal paquete da Nacional que era um FUNCHAL em ponto grande, até duas piscinas tinha. Vai daí, cresceu, fez-se armador e ressuscitou o nome do paquete no casco do seu lugre PRÍNCIPE PERFE ITO, que hoje fotografámos ao lado da caravela VERA CRUZ. 
Será que quando escolheram o nome para esta terceira caravela, os responsáveis pela Aporvela também se recordaram do antigo paquete da Companhia Colonial? 
Outros tempos, outro regresso ao mar como desígnio nacional, agora à vela, com motor auxiliar. Quem tiver saudades do N/T PRÍNCIPE PERFEITO ou do N/T VERA CRUZ pressione sobre os nomes desses paquetes portugueses...
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