Saturday, February 15, 2014

EUROPA ex-KUNGSHOLM

Com o actual EUROPA 2, que visitei na viagem inaugural em Lisboa em Maio de 2013, são já quatro os paquetes com o nome EUROPA que tive o gosto de conhecer e visitar, a começar pelo EUROPA de 1965, ex-KUNGSHOLM de 1953 (substituído pelo KUNGSHOLM de 1966 depois SEA PRINCESS e VICTORIA).

Este velho EUROPA de duas chaminés, a primeira das quais era falsa, servindo apenas propósitos estéticos e de localização para equipamentos auxiliares, era um belo navio, comprado ainda pelo Norddeutscher Lloyd, de Bremen - ficava lindíssimo com as cores dessa companhia - esteve efectivamente em Lisboa no último cruzeiro a 30 de Setembro de 1981 como aqui descrevi em artigo / notícia publicado na Revista de Marinha 105 de Setembro de 1981, estava eu então nos meus primórdios de escritas marítimas e jornalisticas...
Este navio foi então vendido à companhia italiana Costa e com o nome COLUMBUS C esteve por diversas vezes em Lisboa, fretado à Hapag-Lloyd, acabando por se encontrar no Tejo com o seu sucessor KUNGSHOLM de 1966 (como SEA PRINCESS da P&O), um dia antes do acidente em Cadiz que levou à sua perda total e desmantelamento em Barcelona em 1984-85...
Com efeito os dois ex-KUNGSHOLMs encontraram-se em Lisboa atracados ao cais avançado da Rocha, actual Liscont, nos dias 27 e 28 de Julho de 1984, o primeiro como SEA PRINCESS da P&O e o segundo como COLUMBUS C. Fiz fotografias de conjunto, em slide e a preto e branco, de bordo de um rebocador dos Catraeiros e logo a seguir recebi a notícia chocante de que por erro de navegação o COLUMBUS C tinha colidido com o molhe de Cádiz à entrada do porto no dia seguinte - 29 de Julho, sofrendo um rombo e acabando por afundar em Cádiz. As avarias foram muitas e acabaram por ditar a venda do navio para sucata. Depois de reposto a flutuar, o COLUMBUS C saiu a reboque de Cádiz para Barcelona a 2 de Abril de 1985.
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Friday, February 14, 2014

Um navio de chaminé amarela


Bonito o navio da chaminé amarela atracado na Rocha desde o passado dia 7: é o AZORES, ex-ATHENA, que aguarda no Tejo o inicio dos cruzeiros alemães a 10 de Março.

O O AZORES tem um aspecto único, não há mais nenhum semelhante: o casco é de 1948, desenhado no final da segunda guerra mundial para fazer a carreira Gotemburgo - Nova Iorque, que assegurou de 1948 a 1959. Depois, de Janeiro de 1960 até Abril de 1985, foi o navio de cruzeiros VOLKERFREUNDSCHAFT, da Alemanha Oriental, acabando anos depois por ser reconstruído em Génova, passando a ser um navio novo com um casco antigo mas sólido: o navio italiano ITÁLIA PRIMA.
Dos primeiros tempos mantém alguns travos, nomeadamente as vigias do restaurante e a curvatura do navio que proporciona um encanto especial a bordo. Bonito é o amarelo da chaminé, um amarelo de esperança feita desejo de que tudo corra bem com esta nova frota de paquetes portugueses.
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Deambulações portuárias...


Deambulações marítimo-portuárias em dia sombrio, nuvens carregadas, uma neblina pastosa entremeada de chuva miudinha a distrair o observador dos navios espalhados pelo cais a dar uma falsa animação a fazer lembrar outras épocas de grandes movimentações permanentes. 




Esta tarde a zona da Ponta da Rocha até estava compostinha de navios e embarcações, o estaleiro da NavalRocha parecia cheio de clientes, rebocadores não faltavam, e no entanto parecia um cenário de fantasia, desmaritimizado e desinfectado...

No "cais das carreiras" que já não existem, o navio-tanque gibraltino ALINA emprestava a sua cor ao estaleiro onde nas décadas de 1937 a 1967 nasceram as sementes que alimentaram outros sonhos de construção e reparação naval: Viana do Castelo, Murraceira, São Jacinto e ainda a Margueira já sob a designação vibrante de LISNAVE. Chegaram a trabalhar neste estaleiro milhares de operários e técnicos. Construíram-se paquetes e cargueiros, navios de guerra, petroleiros, navios de pesca, rebocadores, cacilheiros e até belos veleiros como o CREOULA e o seu irmão MANUELA. 
Chegou-se a pensar em transformar o estaleiro da Rocha num quarteirão de bares, num tempo em que era de bom tom devolver o Tejo ao povo. Acabou por prevalecer alguma actividade industrial, superficial, estilo estação de serviços mínimos complementados por subempreiteiros, que é assim que entre nós a indústria naval vai sobrevivendo.

Frente ao velho estaleiro, a galera de três mastros DANMARK passa mais um inverno protegida pelo clima geralmente ameno da capital portuguesa...
Cargas e descargas, cargueiros apressados, movimento, nos dias de hoje nas muralhas de Alcântara à Rocha, só na Liscont, que nasceu do prolongamento para o Tejo do antigo cais de Alcântara Sul.
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MADEIRENSE 3 em doca na Navalrocha


Porta-contentores MADEIRENSE 3 fotografado a 13 de Fevereiro de 2014 em reparação na doca 1 do estaleiro NavalRocha. O casco já está pintado de fresco mas esqueceram-se de pintar o ferro. Ao fundo, na Ponta da Rocha, o paquete AZORES, da Portuscale.

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Thursday, February 13, 2014

Navio de investigação das pescas NORUEGA


Navio de investigação das pescas NORUEGA atracado à entrada da doca de Alcântara na tarde de 13 de Fevereiro de 2014, a precisar de retocar a pintura do casco. Este navio chegou a ter a sua substituição anunciada pelo actual Governo de Portugal, mas até agora tal não se concretizou.

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Another Gibraltar jewel





 The British tug SUN SWALE, another jewel photographed from the cruise ship FUNCHAL in the port of Gibraltar, on 28 August 2009.
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Tug EGERTON in Gibraltar

In the Crown Colony of Gibraltar there  are always interesting traditional British looking tugs to observe and photograph, such as this EGERTON photographed on 28 August 2009 while assisting the Portuguese cruise ship FUNCHAL sail into a long Med cruise from Lisbon...

In the first photograph the cruise ship ASTORIA can be seen laid up awaiting to have purchase by Saga Cruises finalized.

She eventualy became the SAGA RUBY II, and as such she is still in cruise service.

Now the former ASTOR of 1981 ex-ARKONA, ex-ASTORIA sails in the new Saga livery of strange assimetric blue funnel and blue hull after havig first operated with the more attractive yellow funel.

Returning to the EGERTON, she is not particularly beautiful but I must agree she is very distinctive and the livery is a classic must.

And our Spanish friends may love the detail of the LONDON registry...

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Tuesday, February 11, 2014

Sea Breezes front cover with VOLKERFREUNDSCHAFT photo by LMC

Tendo começado a fotografar navios em 1970, a partir de 1975 passei a ter equipamento já muito razoável, que me permitiu passar a procurar registar em película toda a navegação de passageiros e ainda os navios portugueses, independentemente dos vários tipos, criando com o tempo um arquivo que hoje conta com 600 000 originais, o que me permite, entre outras coisas, desenvolver projectos de livros com material iconográfico de qualidade, com relativa independência de fontes terceiras.
Ao longo dos anos o meu trabalho foi sendo reconhecido internacionalmente, havendo quem me considere um dos melhores fotógrafos de navios do mundo, título que não é propriamente uma preocupação para mim.
Em Abril de 1984 a revista inglesa SEA BREEZES utilizou uma fotografia minha para capa, com o paquete alemão oriental VOLKERFREUNDSCHAFT a largar de Lisboa num cruzeiro da Páscoa ao Mediterrâneo, fretado à companhia Stena Line. Na altura estava eu longe de imaginar que este navio seria 30 anos mais tarde o paquete português AZORES, mas foi o que entretanto aconteceu.
Quando fiz esta fotografia, creio que em 1980, o VOLKERFREUNDSCHAFT estava em fim de carreira sob bandeira da DDR, em 1985 acabou por ser substituído pelo ASTOR (I), que então se passou a chamar ARKONA. O VOLKERFREUNDSCHAFT - o navio de passageiros com o nome mais comprido que alguma vez fotografei - foi vendido nesse ano e teve vários proprietários acabando por ir parar a Itália, comprado pela companhia Lauro Lines para ser modernizado, o que não aconteceu exactamente como planeado, pois permaneceu anos imobilizado em Génova, até ser totalmente reconstruido -apenas o casco foi aproveitado - pela companhia NINA Spa, tendo reentrado em serviço de cruzeiros com bandeira italiana e o nome ITALIA PRIMA, em Outubro de 1994, ganhando então o aspecto físico que ainda hoje caracteriza o AZORES.
Claro que o AZORES tem uma longa história, iniciada no final da segunda guerra mundial na Suécia, mas não será hoje que a vou contar. Hoje fica aqui apenas esta capa, que na altura me deu muito prazer fazer.
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Sunday, February 09, 2014

Paquete AZORES no Tejo

Paquete português AZORES, da nova companhia Portuscale Cruises, a atracar a 7 de Fevereiro, em Lisboa pela primeira  vez com o nome actual, atribuído em Maio de 2013, e com as cores clássicas do novo armador. O AZORES navegou com o nome ATHENA até Setembro de 2012, ao serviço da Classic International Cruises e permaneceu em Marselha de 16 de Setembro de 2012 até largar para Lisboa a 3 de Fevereiro de 2014, após reparação e remodelação efectuada num estaleiro daquela cidade francesa.
The Portuguese cruise ship AZORES arriving in Lisbon from Marseilles on 7 February 2014 showing her beautiful new colours of Portuscale Cruises. The AZORES is the former ATHENA, renamed in May 2013 following purchase from Classic International Cruises. She has just terminated a very long stay in Marseilles, from 16 September 2012 until 3 February 2014. She starts a new cruise season from Lisbon on 14 March 2014 under charter to German cruise operator Ambiente Cruises. She looks very distinctive in the new colours.
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PALMELENSE e AZORES

Não há dúvida que tanto o Tejo como a cidade de Lisboa ficam mais atraentes com navios, quer sejam de longo curso ou de tráfego local. A meio da manhã de Sábado, 7 de Fevereiro, consegui este enquadramento do PALMELENSE e do AZORES como fundo, bem bonito aliás, com as novas cores e nome atribuídos o ano passado pela Portuscale.
The port of Lisbon and the river Tagus look much better with ships and their colourful liveries, justl ike the ferry PALMELENSE and the cruise ship AZORES, photographed on 7 February 2014. The AZORES is the former ATHENA, and she had just arrived from Marseilles for a final stay in Lisbon before the start of her new career for Portuscale and Ambient Cruises, next 14 March.
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CACILHENSES sobreviventes

Começaram por ser 12 unidades todas construídas por estaleiros portugueses e entregues entre 1981 e 1984, com o fim de renovar a frota da Transtejo e tornar as travessias do rio Tejo mais seguras e confortáveis. Os estaleiros que os construíram, em Alverca, São Jacinto e Figueira da Foz já fecharam todos há muito tempo. Quanto aos barcos, da frota original restam 6 que continuam a assegurar as carreiras entre o Cais do Sodré e Cacilhas, e entre Belém, o Porto Brandão e a Trafaria. No Sábado dia 7 de Fevereiro de 2014 o SEIXALENSE repartia as travessias a partir do Cais do sodré com o LISBONENSE. Atracados em Cacilhas estavam o CAMPOLIDE e o PALMELENSE.
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Rebocador GOLIAS

Aspecto da zona da eclusa de entrada na Doca de Alcântara, o PORTEL a contrastar com o GOLIAS e o
POSEIDON, ambos construídos na década de 1970 para servirem o porto de Sines. Fotografias registadas a 7-o2-2014por Luís Miguel Correia
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Saturday, February 08, 2014

AURORA funnel


AURORA's classic buff funnel with Madeira Island's mountains on the background, another photograph taken by L. M. Correia on 31 December 2013 in Funchal... Soon this magnificent tradicional livery will be something from the past, now that Carnival UK is modernizing the "P&O" brand... All very senseless...

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AURORA arriving at Funchal 31 December 2013


P&O cruise ship AURORA arriving off the port of Funchal, Madeira Island, at sun rise on 31 December 2013 for another New Year's eve in Madeira. Photographs taken by Luís Miguel Correia from the decks of nearby FUNCHAL. 

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Paquete FUNCHAL no Funchal


A entrada do paquete FUNCHAL na baía do Funchal ao amanhecer de 31 de Dezembro último marcou o regresso do navio à Madeira, após mais de três anos, na que foi a 768ª. escala deste navio no porto da cidade que lhe deu o nome. 

Fizemos esta viagem histórica do FUNCHAL, que aliás foi excepcional em todos os sentidos. Foi inesquecível observar as linhas airosas do nosso FUNCHAL entre uma frota internacional de 12 navios, tendo o FUNCHAL honrado a bandeira portuguesa. Ver mais histórias do FUNCHAL e deste cruzeiro de Fim de Ano aqui
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