Tuesday, July 12, 2011

GRAND VOYAGER no Porto de Lisboa

O navio de cruzeiros de bandeira portuguesa (registo da Madeira) GRAND VOYAGER tem vindo a fazer escalas regulares em Lisboa no decurso de uma série de cruzeiros de 7 dias que tanto se podem iniciar entre nós ao Sábado como a partir de Vigo aos Domingos.
As fotografias mostram o GRAND VOYAGER a atracar em Santa Apolónia no passado Sábado, dia 9 de Julho.
Este navio foi construído em 2000 em Hamburgo no estaleiro Blohm & Voss por encomenda da companhia grega Royal Olympic Cruises, chamando-se de início OLYMPIC VOYAGER. Com 24.391 GT e capacidade para 920 passageiros, o navio tem 28 nós de velocidade de serviço, apresentando um casco com formas particularmente finas e soluções hidrodinâmicas testadas em navios de guerra. Apesar das suas características avançadas não produziu resultados de exploração compatíveis com o seu custo, ditando, juntamente com o seu gémeo OLYMPIC EXPLORER (24.318 GT / construído em 2001) a falência da Royal Olympic.

O GRAND VOYAGER pertence a uma empresa associada ao grupo V Ships e está fretado à Ibero Cruceros, estando prevista a sua transferência para a companhia Costa. 
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Monday, July 11, 2011

Zona para embarcações de pesca em Santos

A APL - Administração do Porto de Lisboa promoveu a reutilização de uma zona portuária adjacente ao cais das carreiras do estaleiro da Rocha e ao travessão de Santos com o objectivo de criar uma zona de abrigo para embarcações de pesca.
É um pouco um regresso às origens pois antes de se ter inaugurado a Docapesca então chamada Porto de Pesca de Lisboa, era um pouco mais a montante, entre Santos e o Cais do Sodré que se descarregava o peixe em Lisboa.
Com a reconversão da Doca de Pedrouços para doca de recreio, em curso, num investimento de cerca de 12 milhões de euros para abrigar já em 2012 a regata Volvo, as poucas embarcações de pesca que ainda utilizam Lisboa passarão a encontrar abrigo em Santos. Fotos registadas a 25 de Junho de 2011.



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GALP RIO vendido para Cabo Verde

Este é que é mesmo o último resistente da antiga frota da Sacor Marítima: o GALP RIO ex-MELINA que já está vendido para Cabo Verde e se chama agora BAÍA.
O BAÍA está atracado em Santa Apolónia, com o casco preto após ter sido docado e reparado no Seixal. Foi construído na década de 1960 em São Jacinto para a Shell Portuguesa. Posteriormente integrou a frota da Sacor Marítima para serviço de bancas no Tejo, que assegurou durante muitos anos. 
A GALP / SM entretanto asseguram os serviços de abastecimento de combustíveis à navegação em Lisboa com navios-tanques estrangeiros afretados.
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FUNCHALENSE 5 pela primeira vez em Lisboa

O porta-contentores FUNCHALENSE 5, o navio mais recente da frota de comércio nacional, fez no dia 9 de Julho de 2011 a sua primeira escala em Lisboa, em viagem de Leixões para o Caniçal. O FUNCHALENSE 5 atracou no cais do Beato, onde carregou contentores para a Madeira.
Adquirido o ano passado pelo Grupo Sousa para a Empresa de Navegação Madeirense, actualmente a mais antiga do género em Portugal, a operar entre a Madeira e o Continente desde 1907, o FUNCHALENSE 5 tem  navegado entre Leixões e o Caniçal, fazendo escalas no Porto Santo em algumas das viagens. A presença do navio em Lisboa coincidiu com o alargamento da carreira concorrente da Transinsular a Leixões, pelo que esta semana ambos os navios FUNCHALENSE 5 e MONTE DA GUIA estão a fazer a rotação Caniçal - Leixões - Lisboa - Caniçal com partidas dos diversos portos nas mesmas datas. A avaliar pelo aspecto leve de ambas as unidades, provavelmente bastaria um destes navios para transportar a carga existente.

Entretanto a linha da Madeira parece apresentar dificuldades, para além da concorrência imposta pelo ferry da Armas, que opera semanalmente entre Portimão e o Funchal, e transporta a maioria dos automóveis e alguma carga rodada. O porta-contentores ILHA DA MADEIRA, da Vieira & Silveira, está imobilizado em Lisboa desde 23 de Junho, quando completou a última viagem ao Caniçal. Nos últimos meses vem-se registando uma certa consolidação de recursos ao serviço na linha da Madeira, nomeadamente a partilha de um único navio, o CHRISTINA I, pela Portline e Box Lines.
Crises e depressões económicas à parte, foi bom ver o FUNCHALENSE 5 a navegar no Tejo, testemunhando o empenho do Grupo Sousa nos transportes marítimos, com diversos investimentos importantes concretizados o ano passado na expansão do negócio marítimo, pois além da compra deste navio foi também comprada a companhia Box Lines à Sonae.
Fotografias do FUNCHALENSE 5 a atracar em Lisboa pela primeira vez, junto ao Beato, às 7H00 da manhã de Sábado último. Pena que o navio tenha largado à noite, pois saiu com mais carga e se o tivesse feito ao fim da tarde teria havido possibilidade de fazer melhores imagens.
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ORP ARCTOWSKI no Tejo

É raro observar-se em Lisboa unidades navais da Marinha da Polónia, mas foi isso que aconteceu na manhã de 9 de Julho de 2011, com a chegada do navio oceanográfico ARCTOWSKI em visita no Tejo até ao próximo dia 12.
O navio está atracado ao cais do Jardim do tabaco.
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Reefer POLARLIGHT arriving Lisbon

German reefer cargo liner POLARLIGHT arriving Lisbon on 9 July 2011.
With the growth of container ship tonnage and their reefer facilities, reefer are now a type of merchant ship in decline. They are usually white to lower hull temperature but POLARLIGHT has a dark blue hull in need of some cosmetic attention...

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Draga AREIAS DO GILÃO no Tejo

Draga portuguesa AREIAS DO GILÃO fotografada a 9 de Julho de 2011 a sair de Lisboa para o mar, possivelmente de regresso ao Algarve, em cujo porto de Tavira está registada como auxiliar local.
Alguém tem informações adicionais sobre esta draga? 
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PESCA FLUVIAL SELVAGEM

Cada vez se vê mais gente a pescar nos cais e margens do Tejo. Chegam e ocupam logo o espaço de tal forma que em determinadas horas e locais não é possível fazer uma fotografia do rio livre de fios de pesca. Não sei se a maioria cumpre as regras legais no que se refere a licença, etc, nunca vi nenhum a ser fiscalizado pela Polícia Marítima, mas sei por experiência que muitos são mal educados e às vezes mesmo agressivos face aos outros utentes das margens do rio Tejo. O ritual destas criaturas espelha o nível a que se chegou em  termos de comportamento cívico: chegam, muitas vezes encostam a viatura ao talude ou muralha, montam infraestruturas diversas de apoio e não querem saber de mais nada nem de ninguém... E quanto mais canas melhor, como se vê na imagem registada na manhã de 9 de Julho último, com uma autentica teia de fios a riscar a paisagem...
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Saturday, July 09, 2011

FUNCHALENSE 5 pela primeira vez em Lisboa

O porta-contentores FUNCHALENSE 5, o navio mais recente da frota de comércio nacional, fez no dia 9 de Julho de 2011 a sua primeira escala em Lisboa, em viagem de Leixões para o Caniçal. O FUNCHALENSE 5 atracou no cais do Beato, onde carregou contentores para a Madeira.
Adquirido o ano passado pelo Grupo Sousa para a Empresa de Navegação Madeirense, actualmente a mais antiga do género em Portugal, a operar entre a Madeira e o Continente desde 1907, o FUNCHALENSE 5 tem  navegado entre Leixões e o Caniçal, fazendo escalas no Porto Santo em algumas das viagens. A presença do navio em Lisboa coincidiu com o alargamento da carreira concorrente da Transinsular a Leixões, pelo que esta semana ambos os navios FUNCHALENSE 5 e MONTE DA GUIA estão a fazer a rotação Caniçal - Leixões - Lisboa - Caniçal com partidas dos diversos portos nas mesmas datas. A avaliar pelo aspecto leve de ambas as unidades, provavelmente bastaria um destes navios para transportar a carga existente.

Entretanto a linha da Madeira parece apresentar dificuldades, para além da concorrência imposta pelo ferry da Armas, que opera semanalmente entre Portimão e o Funchal, e transporta a maioria dos automóveis e alguma carga rodada. O porta-contentores ILHA DA MADEIRA, da Vieira & Silveira, está imobilizado em Lisboa desde 23 de Junho, quando completou a última viagem ao Caniçal. Nos últimos meses vem-se registando uma certa consolidação de recursos ao serviço na linha da Madeira, nomeadamente a partilha de um único navio, o CHRISTINA I, pela Portline e Box Lines.
Crises e depressões económicas à parte, foi bom ver o FUNCHALENSE 5 a navegar no Tejo, testemunhando o empenho do Grupo Sousa nos transportes marítimos, com diversos investimentos importantes concretizados o ano passado na expansão do negócio marítimo, pois além da compra deste navio foi também comprada a companhia Box Lines à Sonae.
Fotografias do FUNCHALENSE 5 a atracar em Lisboa pela primeira vez, junto ao Beato, às 7H00 da manhã de Sábado último. Pena que o navio tenha largado à noite, pois saiu com mais carga e se o tivesse feito ao fim da tarde teria havido possibilidade de fazer melhores imagens.
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Friday, July 08, 2011

NORMANDIE...

O NORMANDIE de 1935 era um paquete transatlântico magnífico, ultramoderno. Tal como aconteceu ao CAP ARCONA, a segunda guerra mundial foi responsável pela carreira efémera deste navio que apenas navegou durante quatro anos, em que foi o grande rival do QUEEN MARY disputando ambos a flâmula azul...
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Primórdios da navegação aérea

Imagem curiosa tirada de bordo do paquete alemão CAP ARCONA a cruzar-se com o Zepellin da carreira do Brasil algures no Atlântico Sul.
O CAP ARCONA foi o mais famoso dos numerosos navios de passageiros da companhia Hamburg Süd, tendo operado na carreira Europa - Brasil - Uruguai - Argentina entre 1927 e 1939. O navio foi destruído de forma trágica em Janeiro de 1945 no Báltico. Era visitante regular do porto de Lisboa, onde esteve pela última vez em Agosto de 1939.
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NOT WANTED

A companhia Canadian Pacific foi uma das mais importantes companhias transportadoras do século XX, operando com navios, comboios e aviões. Foi também pioneira nos cruzeiros turísticos. Nesses tempos em que o vapor estava associado ás viagens, a bagagem não necessária  para uso pessoal durante a viagem era directamente estivada no porão ou em casas de bagagens. Lembro-me de ver embarques no cais da Rocha e as malas maiores terem uma etiqueta especial: Bagagem de Porão...
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Monday, July 04, 2011

CRUZEIRO NO TEJO: ÓPERA a 9 de Julho

Dia 09 de Julho, pelas 19H00, embarque no N/M ÓPERA para um passeio festivo pelo Tejo...
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SEA CLOUD in Hamburg May 2011

Sail cruise ship SEA CLOUD on her recent visit to Hamburg in May 2011 following her SLAS 2010 refit. She took part in the traditional parade of ships to commemorate the Port of Hamburg day...





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SEA CLOUD back in service

One of the ships at risk of being withdrawn from cruise service due to the SOLAS 2010 was the eldest of today's cruises ships, the four-masted bark SEA CLOUD of 1929. She did spent months refiting in Germany and in early May visited Hamburg to celebrate her return into service.
SEACLOUD official interior and outside photos.











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Navio-tanque MADEIRO

Navio-tanque MADEIRO atracado em Leixões a 19 de Junho de 2011. 
O N/T MADEIRO é um de diversos navios petroleiros afretados a tempo pela Sacor Marítima, que nos últimos anos alienou a totalidade da frota própria.
Acreditamos que regressar ao mar em Portugal passa pelo aumento das actividades da Marinha de Comércio e incremento da frota própria. A actual globalização, que na marinha mercante se vem traduzindo pela grande concentração de empresas gigantescas, não facilita este objectivo, mas há que recomeçar por algum lado, e sugerimos que se vá nacionalizando os transportes de cargas nacionais estratégicas, como os combustíveis líquidos, isto é, está na altura de empresas como a Petrogal reconsiderarem o interesse nacional e voltarem a investir em frota própria. 
Podiam até voltar a construir navios em estaleiros nacionais, como fizeram no passado com bons resultados para todos...
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Sunday, July 03, 2011

GRAND VOYAGER in Lisbon

Ibero Cruises GRAND VOYAGER is now calling in Lisbon on saturdays on her regular cruises from Lisbon (Saturdays) and Vigo (Sundays) and is seen here arriving inthe river Tagus, very early in the morning on 25 June 2011...

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GRANDE CAMEROON na barra do Tejo...

Um dos gigantes da companhia italiana Grimaldi, o GRANDE CAMEROON, entrando a barra do Tejo a 23 de Junho último.
Muitas das cargas portuguesas de exportação com destino a Angola seguem nestes navios. 
Para quando uma linha portuguesa ou luso-angolana para Luanda????? 
Ninguém faz contas às vantagens de expandir a Marinha de Comércio em Portugal? Fala-se do Mar mas de Marinha de Comércio, nada de nada...
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Saturday, July 02, 2011

A situação dos Estaleiros de Viana

O portal da REVISTA DE MARINHA acaba de publicar um excelente artigo sobre os Estaleiros de Viana do Castelo assinado pelo Sr. Almirante Victor Gonçalves de Brito que começa assim:
"Há cerca de 10 anos, numa decisão política de grande alcance, o XIV Governo Constitucional (1ºministro António Guterres) criou condições para a posterior adjudicação pelo Governo seguinte (1ºministro Durão Barroso), da construção de dois navios de patrulha oceânica (NPO) por ajuste directo aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Essa adjudicação foi seguida, a breve prazo, da contratação de dois navios de combate à poluição (NCP), cuja configuração era baseada no projecto dos NPO.
Posteriormente, para consagrar o comprometimento do Governo com o projecto de renovação dos meios navais de fiscalização da Armada, foi estabelecido um contrato-programa com os ENVC para construção de um total de 10 NPO e 2 NCP, englobando os contratos de construção dos NPO e NCP, já subscritos. Este contrato-programa ajustou-se às alterações de requisitos da Armada “trocando-se”, em montante financeiro, 2 NPO por 5 lanchas de fiscalização costeira (LFC) .
Entretanto, os ENVC foram beneficiários de contrapartidas do programa de aquisição dos submarinos. Entre essas, figurava o desenvolvimento do estudo do conceito e realização do projecto básico do navio polivalente logístico (NAVPOL/NPL). Esse trabalho foi realizado pelo Consórcio Alemão a quem foram adjudicados os submarinos da classe “Tridente”, em Kiel, no gabinete de projecto do estaleiro HDW, teve a participação activa duma delegação técnica da Armada e, igualmente, participação de técnicos dos ENVC. Esta contrapartida foi avaliada em 3 milhões de contos (15 milhões de euros).
Verifica-se assim que, entre 2001 e 2006, à margem de qualquer processo concorrencial, os ENVC ficaram com uma importante carteira de encomendas de navios militares destinados à Armada Portuguesa, com grande significado financeiro, possibilitando ao estaleiro, através do previsível sucesso na concretização desses programas, a obtenção de uma posição muito vantajosa como construtor de navios militares, atributo raro na generalidade dos países com baixo nível de industrialização, como é o caso de Portugal.
Esta carteira de encomendas militares, com preços contratuais extremamente confortáveis face aos preços correntes de “mercado” para navios destinados a missões afins, privilegiando de forma clara os ENVC, além de favorecer uma futura entrada no mercado de exportação de navios militares, garantia um volante de trabalho de produção industrial com algum significado, durante um período de tempo assinalável, permitindo que os ENVC prosseguissem o esforço de modernização que se impunha e que tinha sido identificado anteriormente." 
Ler artigo na íntegra aqui. Muito esclarecedor este artigo e de longe o testemunho mais verdadeiro de entre o que ultimamente se tem escrito sobre o drama de Viana do Castelo.
Drama que é em última análise mais uma peça alargada de um drama com várias décadas que poderemos classificar de DESMARITIMIZAÇÃO PORTUGUESA.
O fenómeno da DESMARITIMIZAÇÃO em Portugal teve sempre o dedo do ESTADO, não em forma de conjura face à anterior dinâmica marítima do Estado Novo, como vem sendo afirmado, mas por profunda ignorância e inépcia das tutelas em tratar das actividades empresariais marítimas com bom senso, sejam elas da esfera da Indústria Naval, das Pescas ou dos Transportes Marítimos. A raiz deste estado de coisas advem da ignorância e irresponsabilidade recorrente na tomada de decisões ou mesmo na ausência de tomada de decisões em tempo próprio. O resultado final foi a perda de competitividade e viabilidade dos diversos sectores marítimos em Portugal com o decorrer dos anos da Democracia. Paralelamente não se renovaram competências nesses sectores que agora facilitem a retoma das actividades.
Não vai ser nada fácil para Portugal regressar ao Mar, especialmente porque muitos dos actuais arautos da redescoberta do Mar não sabem o que dizem, não sabem como o fazer nem têm meios para implementar processos de desenvolvimento marítimo de forma sustentada e eficiente. Para isso são necessárias empresas dinâmicas e capazes, as quais há muito desapareceram entre nós.
A realidade descrita neste artigo brilhante e didáctico pelo Sr. Almirante Victor Gonçalves de Brito,não é muito diferente do que haveria de se escrever para explicar como acabaram as nossas principais empresas de navegação ou os outros estaleiros  navais nacionais. 
Temos de sair de vez destes processos...
Ler mais sobre os Estaleiros de Viana aqui...
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