Monday, September 12, 2016

SEVEN SEAS EXPLORER EM LISBOA

Entregue à companhia Regent Seven Seas Cruises, do Grupo NCL, a 30 de Junho último pelo estaleiro construtor italiano Fincantieri Genova Sestri, o navio de cruzeiros SEVEN SEAS EXPLORER, de 55.254 GT, 224 metros de comprimento e capacidade para 825 passageiros, é apresentado pela empresa armadora como o navio mais luxuoso do mundo, tendo como critérios de classificação o custo do navio – 450 milhões de dólares norte americanos - dividido pelo número de camarotes - 375. 
Trata-se efectivamente de uma unidade de grande luxo, vocacionada essencialmente para o mercado norte americano, estando encomendado um navio gémeo com entrada ao serviço programada para 2020. 
O EXPLORER permaneceu durante dois dias no cais de Santa Apolónia, de 24 a 25 de Agosto, desembarcando 750 passageiros e acolhendo a bordo igual número para novo cruzeiro de 11 dias, com início em Lisboa, escalas em Portimão, (que acabou por ser encurtada por o comandante ter considerado não haver condições de segurança para a manobra dentro do rio Arade, para manifesta tristeza das autoridades locais, que tanto se empenharam na preparação da recepção ao EXPLORER), Cádis, Tenerife, Arrecife, Agadir, Casablanca, Gibraltar, terminando em Barcelona a 4 de Setembro. 








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Escala inaugural do SEVEN SEAS EXPLORER - as boas-vindas







O navio de cruzeiros de luxo SEVEN SEAS EXPLORER visitou o porto de Lisboa pela primeira vez a 24 e 25 de Agosto último e teve direito à habitual sessão comemorativa e de boas vindas, tendo-se deslocando a bordo diversas entidades oficiais e o Blogue dos Navios e do Mar, para a troca de placas comemorativas e de lembranças.
Estiveram presentes a bordo da nova unidade representantes da Administração do Porto de Lisboa e da empresa concessionáriado terminal de passageiros de Santa Apolónia,  Lisbon Cruise Terminals, da Capitania, Alfândega, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, empresa de rebocadores Svitzer, e agência de navegação Arenthern, a quem o navio foi consignado, os quais foram recebidos pelo comandante do paquete, o capitão da marinha mercante Stanislas Mercier De Lacombe, de nacionalidade francesa.
Trocaram-se presentes e palavras simpáticas, sendo evidente o orgulho da tripulação no seu navio, apresentado como o mais luxuoso do mundo. Registámos o acontecimento e aqui fica o testemunho de como Lisboa gosta de receber bem os novos paquetes.
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Gonçalves Viana e o Nosso Mar


O Eng.º Gonçalves Viana continua a partilhar as suas reflexões e contributos para uma evolução positiva da situação do País, sempre atento ao potencial do mar no seu blogue NOSSO MAR.

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Sunday, September 11, 2016

S. PAULUS ou "Barco Amarelo" ?


O S. PAULUS é actualmente o mais bonito caclheiro activo em Lisboa. Utilizado em cruzeiros diários, o ano passado deixou de ser explorado directamente pela empresa proprietária, a TRANSTEJO, para navegar sob operação da Carristur, uma empresa híbrida descendente da antiga secção de excursões da Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Em termos operacionais o S. PAULUS ganhou com a mudança, anda sempre com muitos passageiros e faz viagens quase contínuas, mas em termos culturais, passou a viver uma mistificação: Pintaram-no de amarelo, travestido de carro eléctrico e adicionaram-lhe um nome não oficial de BARCO AMARELO em inglês. Tudo muito estranho, se atendermos a que a tradição dos CACILHEIROS é bem mais antiga que a dos amarelos da Carris. Os cacilheiros fazem parte da cultura e tradição fluvial há milhares de anos, já eram uma realidade muito antes de Lisboa ter passado para a posse dos bárbaros do Norte em 1147. Fotografia de 8 de Setembro de 2016.

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Porto de Recreio de Oeiras


Porto de recreio de Oeiras, em modo de fim de tarde, com a luz já a anunciar o outono, esperado daqui a dias, na habitual rotina do calendário que no fundo reforça o conceito do tempo como elemento vital de tudo o que caracteriza a nossa vida.
 A Marina de Oeiras tornou-se um dos espaços mais agradáveis da margem norte do Tejo dentro da área de jurisdição do Porto de Lisboa, esse entidade majestática, que dentada após dentada, tem perdido o seu poder recente, em mais uma forma de desmaritimizar rompendo-se lentamente com o regresso ao mar que caracterizou os dois quartéis do meio do século XX português e teve inspiração na figura tutelar  e na acção de Américo Tomás.
Fotografia de Luís Miguel Correia feita a 8 de Setembro de 2016.
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Friday, September 09, 2016

Navios de guerra no cais da Rocha


Duas unidades navais estrangeiras atracadas ao cais da Rocha do Conde de Óbidos, fotografadas a 8 de Setembro de 2016: da esquerda para a direita, o navio-escola brasileiro BRASIL, e a fragata polaca GENERAL TADEUSZ KOSCIUSZCO, ambos chegados a Lisboa na manhã de 7 de Setembro, onde permanecem, o BRASIL até dia 11 o navio polaco até dia 10 de Setembro.

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Thursday, September 08, 2016

Porto de Lisboa: 60 anos a mudar


Há pouco mais de sessenta anos, a Doca de Alcântara, então a mais importante do Porto de Lisboa, apresentava este aspecto. Não sei exactamente a data, mas não sendo impossível de descobrir, pode levar algum tempo, podendo avançar com segurança que foi tirada por volta de 1954, pois o antigo GIL EANNES pode ver-se atracado à esquerda em primeiro plano e este navio foi substituído em 1955 por um novo do mesmo nome. Junto ao GIL EANNES vê-se o ALVIELA da Marinha Portuguesa, e sempre na muralha sul da doca, um lugre bacalhoeiro, parte da frota de batelões da Companhia Colonial, um dos fruteiros da Insulana, o GORGULHO ou o seu irmão MADALENA, e no cais da Sociedade Geral, um dos dois cargueiros da classe A construídos para a linha de Angla, o AMBRIZETE ou o ANDULO. Ao fundo, no travessão da doca, o cargueiro DIONE, da Empresa Continental de Navegação, e no cais norte, os navios BENGUELA, QUANZA e parte do paquete ANGOLA ou do seu gémeo MOÇAMBIQUE. Nesta época os navios da Nacional estavam pintados de creme em vez do branco mais corrente, seguindo a moda da Sociedade Geral, o que depois foi revertido por volta de 1960.
A segunda imagem mostra a mesma doca com o seu aspecto em 2016, transformada de alguma forma em porto de recreio depois de a especialização dos navios ter tornado este espaço obsoleto para operações comerciais. O contraste não podia ser maior.
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Sunday, September 04, 2016

COMPANHIA NACIONAL

A Companhia Nacional de Navegação, que nasceu em 1880 como Empreza Nacional de Navegação a Vapor para a África Portuguesa, sob a forma tradicional de "Parceria Maarítima", tomou a designação de Companhia Nacional de Navegação em 1918, quando passou a sociedade Anónima. As chaminés dos navios foram pretas até 1970, quando passaram a ter uma faixa larga a azul enquadrada por duas riscas brancas, as cores da bandeira, azul e branca da Monarquia, herdada da antiga companhia União Mercantil, de 1858.
A vocação principal da Nacional - CNN - foi sempre a ligação marítima com a África Portuguesa, primeiro a Costa Ocidental, e a partir de 1903, também a Costa Oriental. De 1952 a 1974 efectuou também carreiras para o Extremo Oriente assim como de Lisboa para o Brasil, de 1929 a 1933.
Embora não haja uma tradição rica de produção de cartazes publicitários pelas empresas marítimas portuguesa a CNN produziu diversos muito interessantes, de que este é exemplo, dedicado a divulgar o potencial turistico do Ultramar português.
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Friday, September 02, 2016

Cargueiro BRAGA no rio S. Lourenço


Navio de carga geral português BRAGA a navegar no rio São Lourenço, Canadá, no início da década de 1960, provavelmente numa viagem de fretamento internacional ou numa ida ao Canadá carregar cereais para Lisboa. O BRAGA era um dos quatro gémeos da Sociedade Geral que constituíam a classe "B", parte da nova frota de 20 navios construída ao abrigo do Despacho 100 para a empresa.

Hoje seria difícil registar uma imagem de um navio mercante português de registo convencional em viagem no tráfego internacional, pois a desmaritimização operou tais milagres que neste ano da graça de 2016 apenas o lugre SANTA MARIA MANUELA faz viagens internacionais com o bendito registo convencional. Ver a história e características do BRAGA aqui. Fotografia do BRAGA de autor desconhecido - colecção L. M. Correia.
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STEFAN BATORY em Lisboa Novembro 1987

Há dias lembrei-me deste magnífico paquete polaco, o STEFAN BATORY, antigo MAASDAM da Holland America, a propósito da evolução do conceito de cruzeiros nestes últimos anos, com o crescimento das dimensões dos navios, se calhar para além do razoável, e a pressão mediática que os mestres da promoção de produtos - os marqueteiros - impõem aos pobres navios no sentido de serem os maiores do mundo, os mais luxuosos do mundo, e por aí fora. Pelo caminho perdeu-se muito do requinte acessível à classe média na década de 1980, e nesse sentido lembrei-me do espectáculo que era assistir no cais da Rocha a uma largada do STEFAN BATORY, com a orquestra de metais de bordo a tocar ao vivo no convés... Claro que o navio não tinha varandas e inclusive, alguns dos camarotes mais modestos não tinham casa de banho privativa, mas havia um encanto que se perdeu e merece pelo menos ser recordado. Daí repescar esta minha publicação já com uns anos e acrescentar este comentário.
O navio de passageiros polaco STEFAN BATORY foi durante anos visitante esporádico do porto de Lisboa (e do Funchal), em cruzeiros de Inverno, período em que não fazia a carreira Báltico - Norte da Europa - Canadá.
Esta imagem data de 11 de Novembro de 1987, tem portanto 25 anos e retrata um pormenor do navio atracado ao cais da Rocha numa das suas últimas escalas em Lisboa, neste caso um cruzeiro à América do Sul.
A Polónia teve alguma tradição na área dos navios  de passageiros e cruzeiros, tendo os seus paquetes visitado Lisboa em viagens turísticas a partir da década de 1930 até ao final dos anos 1980. Construído na Holanda para a Holland America Line em 1950-52, serviu esta empresa com o nome MAASDAM até 1968, quando foi vendido à Polish Ocean Lines, tendo navegado com as cores da Polónia e o nome STEFAN BATORY de Abril de 1969 a Março de 1988. Havia na altura um projecto para o substituir opor uma nova construção a denominar POLONIA, mas a crise do regime comunista polaco, então na sua fase final, não permitiu tal concretização.
Depois de retirado do serviço em 1988, o STEFAN BATORY esteve imobilizado vários anos, de 1989 a 1991 pertenceu à Stena Line e com o nome STEFAN serviu de hotel para refugiados, fretado ao governo da Suécia. Em 1991 foi vendido ao armador grego A. Lelakis para ser modernizado e utilizado em cruzeiros, mas tal nunca se concretizou e o navio acabou por ser desmantelado na Turquia em 2000.
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Thursday, September 01, 2016

GEORGE POTAMIANOS NASCEU HÁ 75 ANOS

O armador de nacionalidade grega George Petrus Potamianos faria hoje 75 anos se não nos tivesse deixado em Maio de 2012. Grande amigo de Portugal desde 1975, quando começou a sua ligação ao paquete FUNCHAL e a Portugal, George Potamianos nasceu na Grécia a 1 de Setembro de 1941. Em 1985 instalou em Lisboa a família e passou a  residir na nossa capital, onde desenvolveu com muito sucesso a actividade de cruzeiros, comprando em Agosto de 1985 o FUNCHAL e pouco depois o VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE. 
Foi um armador competente, muito dedicado aos seus navios e tripulações e o sentimento geral de quem privou de perto com ele é que fez muita falta. As suas empresas acabaram por não sobreviver muito tempo ao seu desaparecimento e em Novembro de 2012 o escritório da Av. 24 de Julho 128 fechou as portas, e os navios foram arrestados.
O corpo de George Potamianos está sepultado em Oeiras. O melhor testemunho da sua acção em Portugal são as influências que ficaram, e os navios ainda existentes, o ASTORIA ex-ATHENA continua a operar e passou ontem no Tejo, o FUNCHAL está em vias de encontrar um novo destino e o ARION / PORTO ainda aguarda a sua sorte na Matinha. 
Muitos dos oficiais da Marinha Mercante portuguesa que trabalharam nos navios de G. Potamianos acabaram por conseguir colocações em companhias estrangeiras e hoje diversos grandes navios de cruzeiros internacionais têm comandantes portugueses cuja escola foi a Arcália, o FUNCHAL e os restantes navios da frota da CIC. Faltou uma homenagem oficial a este verdadeiro benemérito que me dizia não entender como os portugueses se estavam a afastar do mar e dos negócios marítimos. 

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Segunda escala do ASTORIA no Porto de Lisboa

O navio de cruzeiros ASTORIA fez ontem a segunda escala em Lisboa, desde que em Fevereiro último alterou o nome, de AZORES para a actual designação, por vontade do afretador CMV. 
O ASTORIA atracou a Santa Apolónia ao amanhecer e aqui ficam alguns registos. Depois houve troca de comandantes, desembarcou Filipe Sousa após 6 meses e foi substituído por António Morais, ambos veteranos da antiga Classic International Cruises e da Portuscale.
O ASTORIA / AZORES é actualmente o único navio de cruzeiros de propriedade portuguesa a fazer cruzeiros oceanicos. A propriedade é portuguesa (Montepio), mas o navio está fretado à companhia grega Global Maritime, a operação comercial é da Cruise & Maritime Voyages, de Inglaterra e a presente operação de cruzeiros é, desde Maio, da responsabilidade do operador de viagens francês Rivages du Monde, embora neste cruzeiro especifico o paquete esteja sub-afretado à companhia francesa Michel Voyages.







 

O ASTORIA  é um veterano na sua ligação com Lisboa que começou na década de 1950 quando cá esteve as primeiras vezes com o nome original - foi o STOCKHOLM da Swedish American Line de 1948 a 1960 - e depois até 1984, como VOLKERFREUNDSCHAFT, da Alemanha Oriental. Depois de reconstruído em 1994 em Itália, voltou a Lisboa muitas vezes como ITALIA PRIMA, e inclusive, com este nome foi um dos três paquetes afretados para servirem de hotéis flutuantes, por ocasião da EXPO 98. 

Em 2004 voltou ao Tejo como CARIBE, acabado de comprar pelo saudoso armador George P. Potamianos, que o integrou na frota da Classic International Cruises em 2005 com o nome ATHENA. O resto da história é mais conhecida. Em 2013 o navio foi comprado pela Portuscale Cruises de Rui Alegre, passando a chamar-se AZORES em 2013. 
O ASTORIA fotografado à largada de Lisboa com a chaminé da Rivages du Monde, a 31 de Agosto de 2016


Presentemente o ASTORIA está fretado ao estrangeiro até Outubro de 2015, mas os proprietários portugueses pretendem vender o navio, assim como os paquetes FUNCHAL e PORTO, estes imobilizados em Lisboa, desde 2015 e 2013, respectivamente.
Alguns dos meus melhores cruzeiros foram realizados no ATHENA, pelo que foi bom ontem voltar a bordo e registar novas imagens, algumas das quais se partilham agora. 
Internamente, a decoração é na globalidade a de 1994, em estilo italiano dos anos 1990. com pequenas alterações mais recentes, nomeadamente a redecoração da biblioteca e sala de fumo feita no tempo da Portuscale.
Muitas outras deste navio podem ser revistas neste blogue aqui, aqui, não esquecendo a fase alemã aqui e o seu aspecto original aqui...
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Porto de Lisboa ao amanhecer


Durante décadas a quase totalidade dos graneis sólidos movimentados no Porto de Lisboa eram descarregados ao largo, principalmente nos fundeadouros do Mar da Palha, destacando-se os cereais e o carvão importados. A construção do terminal de graneis da Trafaria veio reduzir muito esta actividade em que participavam activamente as empresas dos grupos ETE e Socarmar, com as suas frotas de rebocadores, gruas flutuantes e batelões. 

Actualmente ainda se regista alguma actividade, principalmente graças à exportação de cimento pela Cimpor a partir de Alhandra. A carga a granel é carregada em Alhandra para os batelões da ETE que por sua vez são rebocados para Lisboa e descarregados ao largo, no Mar da Palha, para navios de carga a granel, infelizmente todos estrangeiros. É uma actividade que desperta com o nascer do sol, como hoje - 31 de Agosto - aconteceu: logo à alvorada já seguia a grua flutuante VIGOROSA rebocada pelo AJAX para atracar por estibordo do navio de carga DOMINICA (segunda imagem). Por bombordo pode ver-se a grua PODEROSA. O navio DOMINICA entrou no Tejo a 30 de Agosto procedente de Aveiro e largou a 31 ao final da tarde com destino a Ponta Delgada, São Miguel. 
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